Por uma história mais antropológica: indígenas na contemporaneidade

CRISTIANE DE ASSIS PORTELA

Resumo


Proponho neste texto uma reflexão acerca da história indígena, percorrendo alguns momentos da historiografia brasileira em busca da percepção dos historiadores acerca do papel histórico desempenhado pelos indígenas em nossa história. Apresento um breve panorama do tratamento dado à história indígena desde o momento de profissionalização da disciplina História, trazendo como hipótese a idéia de que os indígenas foram invisibilizados socialmente e silenciados discursivamente, ou seja, durante muito tempo suas vozes estiveram inaudíveis e suas histórias, invisíveis. Considero que a maneira pela qual foi tratada a história indígena, gerou um círculo de estigmatização entre a marginalização historiográfica que lhes foi destinada e o apagamento social que foi reforçado em decorrência desta exclusão. Em busca de uma proposta de “história mais antropológica”, recorro a leituras de João Pacheco de Oliveira Filho, Marshall Sahlins e Boaventura de Sousa Santos, considerando novas possibilidades teóricas para uma leitura das sociedades indígenas na contemporaneidade.

Palavras-chave


Indígenas; historiografia; antropologia histórica; história indígena

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DOI: https://doi.org/10.5216/sec.v12i1.3170

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