OS AGENTES DA ESTRANGEIRIZAÇÃO DA TERRA: o caso da relação entre Cabo Verde e Paraguai

  • Lorena Izá Pereira Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Resumo

Embora seja um processo histórico, a estrangeirização da terra de intensifica após crise financeira de 2008, inserindo novas dinâmicas e agentes na estrangeirização, cada qual com suas intencionalidades. Dentre estes novos agentes e dinâmicas, a academia internacional frisou os Estados Nações que investem na apropriação de terras no exterior para fins de segurança alimentar, muito pautado na dicotomia “norte global, rico em capital, pobre em terras (e recursos naturais) e apropriador” e “sul global, pobre em capital, rico em terras (e recursos naturais) e apropriado”. Contudo, ao pesquisar sobre a estrangeirização da terra no Paraguai, estas duas premissas consideras novas caem por terra, pois na década de 1980 agentes vinculados ao Estado de Cabo Verde se apropriaram de terras no Paraguai visando a segurança alimentar. O objetivo deste artigo é analisar a aquisição de cerca de 10.000 hectares de terras paraguaias por agentes vinculados ao Estado de Cabo Verde, procurando evidenciar que a homogeneização da estrangeirização é um risco, pois em cada contexto o processo assume características distintas. Para atingir este objetivo, realizamos uma revisão bibliográfica em conjunto com uma sistematização de dados do MAG e dos boletins oficiais publicados pelo governo de Cabo Verde.

Palavras-chave: Geopolítica. Estrangeirização da terra. Segurança alimentar.

Biografia do Autor

Lorena Izá Pereira, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Doutora pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente.
Pesquisadora do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA)

Publicado
29-09-2020
Seção
ARTIGOS/ARTICLES