“GRANDE SERTÃO: VEREDAS”: percepções e descrições das paisagens do sertão roseano

Autores

  • Amanda Abadia Felizardo Custódio UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS/REGIONAL CATALÃO

DOI:

https://doi.org/10.5216/er.v18i1.41302

Resumo

Este artigo se apresenta com o objetivo de interpretar a percepção das paisagens presentes no romance de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”, considerando as experiências do personagem Riobaldo. O livro foi estruturado em uma extensa narrativa oral em que Riobaldo, narrador-personagem, relata suas histórias, lutas, medos, dúvidas e amores tendo como cenário os sertões localizados nas divisas de Minas Gerais, Goiás e Bahia. Ao longo da obra é possível identificar paisagens que vão se entrelaçando reconstruindo as cenas que envolvem o romance estabelecendo diálogo entre Literatura e Geografia. O autor projeta em Riobaldo os símbolos da sua experiência, do seu espaço vivido, das ideias e emoções reveladas na paisagem, onde os sentimentos de topofilia e topofobia se encontram, percorrendo toda a obra, emitindo as emoções do Sertão. A ferramenta de nomeação das paisagens, a toponímia, foi muito utilizada por Guimarães Rosa sendo possível identificar, por meio dos nomes, os sentimentos de afeição e rejeição, e mesmo aspectos físicos da paisagem.

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Publicado

06-01-2017

Como Citar

CUSTÓDIO, A. A. F. “GRANDE SERTÃO: VEREDAS”: percepções e descrições das paisagens do sertão roseano. Espaço em Revista, [S. l.], v. 18, n. 1, 2017. DOI: 10.5216/er.v18i1.41302. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/espaco/article/view/41302. Acesso em: 24 out. 2021.

Edição

Seção

ARTIGOS/ARTICLES