CATADORES DE RECICLÁVEIS: ENTRE A INFORMALIDADE E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Autores

  • Wesley Borges Costa Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão
  • Manoel Rodrigues Chaves Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão.

DOI:

https://doi.org/10.5216/er.v15i1.26195

Resumo

Este artigo visa, de maneira breve, discutir alguns pontos sobre o trabalho dos catadores de materiais recicláveis no Brasil, destacando postos seminais como a precarização e a informalidade, ensejando compreendê-lo dentro da lógica de reprodução ampliada do capital. Assim, a fim de contribuir para o fortalecimento do debate temático via levantamento bibliográfico, o texto, parte do reconhecimento do avanço nas últimas décadas das formas de organização destes trabalhadores em associações e cooperativas, mas que, no entanto, impera a negação das garantias legais, relações de trabalho ainda precarizadas e exploração da mão de obra pelo circuito superior econômico da reciclagem, posto que a nova dinâmica territorial do capital transformou estes trabalhadores em força necessária à maximização dos lucros e fortalecendo e ampliando a situação de miséria de uma classe já “excluída” do processo do mercado formal de emprego, cuja realidade nos coloca indignados diante do discurso de ganhos ambientais, sociais e econômicos. Neste sentido, a ideia motriz do presente texto é (re)pensar o significado do trabalho na catação, bem como de discutir as condições de trabalho do catador, seja este cooperado ou individual.

 

Biografia do Autor

Wesley Borges Costa, Universidade Federal de Goiás/Campus Catalão

Graduado em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade do Estado da Bahia. Especialista em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Mestrando em Geografia pela Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão. Experiência profissional na área de Educação e Geografia. Atuou como Agente Censitário do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na área de atualização da Base Territorial do Censo de 2010. Realiza estudos na área de Geografia Humana com ênfase aos estudos de gestão de cidade, Desenvolvimento Urbano-Regional, Análise Ambiental Urbana com ênfase na gestão de resíduos sólidos, coopetavismo e Pensamento Geográfico

Manoel Rodrigues Chaves, Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão.

Possui graduação em Geografia Licenciatura pela Universidade Federal de Goiás (1989), graduação em Geografia Bacharelado pela Universidade Federal de Goiás (1991), mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998) e doutorado em Geografia pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro (2003). Atualmente é professor Associado da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão, atuando na graduação e pós-graduação e onde também exerce o cargo de Diretor Geral. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: educação ambiental, gestão ambiental, ensino de geografia, sustentabilidade ambiental e sanidade ambiental.

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Publicado

26-08-2013

Como Citar

COSTA, W. B.; RODRIGUES CHAVES, M. CATADORES DE RECICLÁVEIS: ENTRE A INFORMALIDADE E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO. Espaço em Revista, [S. l.], v. 15, n. 1, 2013. DOI: 10.5216/er.v15i1.26195. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/espaco/article/view/26195. Acesso em: 24 out. 2021.

Edição

Seção

ARTIGOS/ARTICLES

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