CORPOREIDADE NEGRA E ESPAÇO PÚBLICO EM GOIÁS: A CONGADA DE CATALÃO (GO)

Autores

  • Ana Paula Costa Rodrigues
  • Alex Ratts Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/er.v10i1.13553

Resumo

Resumo: O espaço público no Brasil é marcado pelas diferenças sociais, étnico-raciais, de gênero, faixa etária e outras, constituindo por vezes territorialidades fixas ou transitórias. A corporeidade, também diferenciada por condição social, pertencimento étnico-racial, gênero, faixa etária, torna-se um elemento central nessa observação do processo de apropriação do espaço. Este artigo focaliza a relação entre corporeidade negra e espaço público na congada de Catalão, vista enquanto ritual do catolicismo afro-brasileiro realizado em meio à Festa de Nossa Senhora do Rosário. A partir das últimas décadas a geografia passa a se interessar pela complexidade e especificidades das diferenciações culturais no espaço. Em princípio, os espaços públicos devem ser locais nos quais os direitos de todos deveriam ser iguais, mas a população negra brasileira por trazer em seu corpo toda uma trajetória de racismo não vivencia estes espaços da mesma maneira que a população branca. Na festa de Nossa Senhora do Rosário a população negra através de sua corporeidade demarca um território que se expressa pelo meio de uma territorialidade. Desta forma podemos considerar que a congada não é somente uma manifestação religiosa, mas também uma expressão da cultura brasileira e negra na qual se observam relações de poder. Palavras-chave: Espaço público. População negra. Corporeidade. Território.

Biografia do Autor

Ana Paula Costa Rodrigues

Geógrafa e mestranda do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás.

Alex Ratts, Universidade Federal de Goiás

Professor adjunto do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás.

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Publicado

17-03-2011

Como Citar

RODRIGUES, A. P. C.; RATTS, A. CORPOREIDADE NEGRA E ESPAÇO PÚBLICO EM GOIÁS: A CONGADA DE CATALÃO (GO). Espaço em Revista, [S. l.], v. 10, n. 1, 2011. DOI: 10.5216/er.v10i1.13553. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/espaco/article/view/13553. Acesso em: 4 dez. 2021.

Edição

Seção

ARTIGOS/ARTICLES

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