DIREITO À MEMÓRIA, DIREITO À HISTÓRIA: REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE O PATRIMÔNIO CULTURAL E A ETNOGRAFIA

  • Luana Carla Martins Campos Akinruli Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD)
  • Samuel Ayobami Akinruli Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD)
Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória, Etnografia, Cidadania.

Resumo

Este texto se propõe a provocar uma reflexão interdisciplinar a respeito da problemática da memória a partir das investigações no campo do patrimônio cultural. Pretende-se analisar como se dá a conformação do conceito de patrimônio cultural, que configura critérios de seleção de um acervo de bens específicos da cultura, e que reflete, por sua vez, o que deve ser esquecido ou aquilo que tem o direito de ser rememorado pela sociedade. Visa, também, contribuir para o exercício de fala e de escuta dos sujeitos, de forma a problematizar a experiência de pesquisa e do pesquisador por meio da etnografia, o que poderia promover um ponto de clivagem ou a quebra de paradigmas em relação aos estudos do patrimônio cultural.

Biografia do Autor

Luana Carla Martins Campos Akinruli, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD)
É co-fundadora do Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD) e coordenadora de projetos da mesma instituição. É doutoranda em Antropologia na Linha de Pesquisa Arqueologia do Mundo Moderno e Contemporâneo (UFMG), mestra em História pela Linha História Social da Cultura (UFMG) e licenciada em História (UFMG), com formação complementar em Antropologia e Arqueologia (UFMG). Atua em pesquisas versando sobre o patrimônio cultural, tendo realizado diversas consultorias e assessorias técnicas nos campos do patrimônio material e imaterial. Possui experiência em pesquisas relacionadas à arqueologia histórica, antropologia, comunidades tradicionais e histórica cultural baseando-se em investigações etnográficas e pesquisa de campo. É também educadora dedicada a trabalhos no campo da educação patrimonial, formação de professores e confecção de materiais didáticos, além de temas relacionados à cultura africana e afro-brasileira, além de também desenvolver pesquisas relacionadas ao trato com fontes iconográficas com destaque para a cultura visual e história da fotografia.
Samuel Ayobami Akinruli, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD)
É doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (UFMG/2018) pela linha de pesquisa Memória Social, Patrimônio e Produção do Conhecimento (PPGCI/UFMG). Possui mestrado em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/2014); especialização em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais / Geoprocessamento (UFMG/2017); bacharelado em Ciências Econômicas pela Lagos State University (Nigéria/2006), diploma reconhecido/revalidado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/2015). É co-fundador do Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (INSOD) com sede em Belo Horizonte/MG/Brasil, instituição no qual é presidente e gestor de inovação, sendo também filiado ao Conselho Regional de Economia (CORECON-MG). Desenvolve pesquisas relacionadas aos diagnósticos do patrimônio cultural por meio de curadorias, inventários, tombamentos, registros, planos e ações de salvaguarda, cartografia histórica e geoprocessamento. Desenvolve trabalhos e pesquisas relacionados aos registros audiovisuais (fotografia e vídeo), especialmente por meio de ações baseadas na metodologia da etnografia. Outros trabalhos comerciais no campo da cultura visual podem ser vislumbrados com sua assinatura por meio da produtora Anil Imagens, na qual atua em registros audiovisuais (fotografia e vídeo) de eventos culturais como festivais, exposições, manifestações culturais, espetáculos, casamentos, dentre outros. Desenvolve, ainda, investigações relacionadas à sua matriz étnica africana, a cultura Yorùbá, com diversas pesquisas de caráter sócio-histórico e antropológico e ações relacionadas aos campos da cultura, linguística, música, teatro, artes e educação. É músico multi-instrumentista (piano, saxofone, flauta, trompete, percussões, canto), além de atuar como arranjador e compositor. Tem experiência na área de Economia com foco em gestão, ênfase em propriedade intelectual, inovação tecnológica e social, processos de patentes, sustentabilidade e inovação, empreendedorismo e inclusão social.
Publicado
15-10-2018