O nó(s) que nunca desata

o fio de Ariadne e o labirinto do autoconhecimento em Dark

Autores

  • Marcos de Camargo Von Zuben Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Caicó, Rio Grande do Norte, Brasil, marcoszuben@uern.br
  • Stamberg José da Silva Júnior Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Caicó, Rio Grande do Norte, Brasil, stambergjunior@gmail.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/ci.v23.66175

Palavras-chave:

Mito, Autoconhecimento, Ariadne, Teseu, Minotauro, Dark

Resumo

Analisa as referências implícitas e/ou explícitas existentes na narrativa de ficção seriada Dark (2017, 2019, 2020) à mitologia grega clássica, mais especificamente ao mito do herói Teseu, o embate com o Minotauro, a entrada no labirinto e aquilo que ficou conhecido como o “fio de Ariadne”. Discutimos a produção original de maior sucesso da Netflix a partir de uma chave imagético-discursiva, que visa a dialogar com autores da psicologia, antropologia, filosofia, literatura, entre outros. Os resultados apontam para uma reconstrução da narrativa mítica, na série, a partir de elementos imagéticos, sonoros e discursivos presentes nos espaços diegético e extradiegético da trama.

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Biografia do Autor

Marcos de Camargo Von Zuben, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Caicó, Rio Grande do Norte, Brasil, marcoszuben@uern.br

Graduado em Filosofia (1996) e mestre em História (1999) pela Universidade de Brasília. Doutor em filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2010). Professor adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, departamento de filosofia, Campus Caicó/RN. Professor permanente do Programa de Pós-Graduação interdisciplinar em ciências sociais e humanas (Mossoró/RN) e do mestrado Profissional em Filosofia (Caicó/RN). É membro do GT Filosofar e ensinar a filosofar da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) e do grupo de pesquisa Filosofia e Educação UERN/CNPq. 

Stamberg José da Silva Júnior, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Caicó, Rio Grande do Norte, Brasil, stambergjunior@gmail.com

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco. Orcid:  https://orcid.org/0000-0002-8680-6501

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DARK. Direção: Baran bo Odar. Roteiro: Baran bo Odar; Jantje Friese. Produção: Baran bo Odar, Jantje Friese, Wiederman & Berg Filmproduktion, Justyna Musch, Quirin Berg, Max Wiedermann. Alemanha: Netflix, 2019. Streaming, cor. Série, Temporada 2, 8 episódios.

DARK. Direção: Baran bo Odar. Roteiro: Baran bo Odar; Jantje Friese. Produção: Baran bo Odar, Jantje Friese, Wiederman & Berg Filmproduktion, Justyna Musch, Quirin Berg, Max Wiedermann. Alemanha: Netflix, 2020. Streaming, cor. Série, Temporada 3, 8 episódios.

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Publicado

14-12-2020

Como Citar

DE CAMARGO VON ZUBEN, M.; JOSÉ DA SILVA JÚNIOR, S. O nó(s) que nunca desata: o fio de Ariadne e o labirinto do autoconhecimento em Dark. Comunicação & Informação, Goiânia, Goiás, v. 23, 2020. DOI: 10.5216/ci.v23.66175. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/ci/article/view/66175. Acesso em: 26 out. 2021.

Edição

Seção

Dossiê Cinema, Mídia e Tecnologia – narrativas e linguagens nas paisagens