Aproximações entre o livro e o jornal: a tradição do rodapé literário na imprensa paulistana na década de 1940

Autores

  • Mônica Rodrigues Nunes Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5216/ci.v21i1.45487

Palavras-chave:

Rodapé de crítica literária, jornais paulistanos, livros, mercado editorial

Resumo

O rodapé de crítica literária, adotado pelos grandes jornais brasileiros por influência francesa, teve seu auge no decênio de 1940, quando quase todos os jornais paulistanos mantinham uma rubrica no pé da página. Com objetivo de entender como se configuravam estes espaços, o corpus de análise selecionado para este estudo circunscreveu-se aos rodapés publicados por três jornais paulistanos de grande circulação e prestígio:  Folha da Manhã, Correio Paulistano e O Estado de S. Paulo. Amparado em pesquisa bibliográfica e qualitativa, este texto aponta que os rodapés de crítica literária, feitos, em quase sua totalidade, por homens de letras, se apresentavam como um espaço que marcava o desenvolvimento das obras, os rumos do mercado editorial, as tendências literárias e artísticas, relatos de experiência e, em menor grau, de debate político.

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Biografia do Autor

Mônica Rodrigues Nunes, Universidade de São Paulo

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Triângulo (2000), mestre (2003) e doutora em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (2007). Realizou estágio de doutorado na Universidad Complutense de Madrid (2005). É professora da Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes.

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Publicado

13-06-2018

Como Citar

NUNES, M. R. Aproximações entre o livro e o jornal: a tradição do rodapé literário na imprensa paulistana na década de 1940. Comunicação & Informação, Goiânia, Goiás, v. 21, n. 1, p. 149–160, 2018. DOI: 10.5216/ci.v21i1.45487. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/ci/article/view/45487. Acesso em: 25 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos