Novas fronteiras e populações tradicionais: a construção de espaços de direitos - DOI 10.5216/ag.v1i2.3011

  • Florence Pinton Institut de recherche pour le Développement
  • Catherine Aubertin Institut de recherche pour le Développement

Resumo

Após quarenta anos de colonização face a uma taxa anual de desmatamento que nunca diminuiu, o que falta retirar da floresta amazonica? se apoiando sobre o conceito de fronteira, os autores procuram retraçar a historia das ocupações tradicionais da floresta e as inovações sociojuridicas postas à frente para permitir a estes ultimos a reivindicação de seus direitos territoriais. Assim, a multiplicação de areas de conservação habitadas e calcadas na moda do desenvolvimento sustentavel (reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentavel, etc) fragmentam o espaço instituindo direitos especificos, produtos de negociações internacionais e de reivindicações das forças locais. Eles passam pela adesão das populações a um novo contrato social que delimita seu estatuto e sua inserção no mercado, inventando um futuro a estes territórios. Com a mundialização das políticas de conservação, os recursos da fronteira amazônica estão diversificadas : serviços ambientais e novas mercadorias (recursos genéticos, créditos de carbono) se juntam às novas terras para a agricultura ou às matérias-primas agrícolas ou florestais. Os autores mostram que se o reconhecimento das unidades de conservação constitui um sucesso politico evidente, sua durabilidade está longe de ser garantida. Palavras-chave : Fronteira, desenvolvimento sustentável, unidades de conservação, populações da floresta Amazônica

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
19-12-2007
Como Citar
Pinton, F., & Aubertin, C. (2007). Novas fronteiras e populações tradicionais: a construção de espaços de direitos - DOI 10.5216/ag.v1i2.3011. Ateliê Geográfico, 1(2), 1-26. https://doi.org/10.5216/ag.v1i2.3011
Seção
Artigos