Territorialização do capital: Biotecnologia, Biodiversidade e seus impactos no Cerrado - DOI 10.5216/ag.v4i1.16680

  • Manoel Calaça UFG

Resumo

A expansão do capitalismo no campo no cerrado está intimamente associada à adoção da biotecnologia. Esse processo implicou em profundas transformações na biodiversidade e dos saberes tradicionais produzidos e transmitidos pelas populações aqui existentes, de geração em geração. Como resultado verifica-se a substituição, espacialmente diferenciada, da biodiversidade pela agrobiodiversidade, com alterações mais profundas nos territórios dominados pelo agronegócio. Esse processo implica em perda de autonomia dos produtores rurais e maior dependência destes em relação às empresas multinacionais que detêm o domínio das tecnologias das sementes e insumos a elas associadas. Os avanços da agricultura em grande escala nas lavouras comerciais do agronegócio e da agricultura de subsistência praticada pelo campesinato constituem agrobiodiversidades que simplificam os ecossistemas e implicam em perda dos conhecimentos populares.

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Publicado
26-12-2011
Como Citar
Calaça, M. (2011). Territorialização do capital: Biotecnologia, Biodiversidade e seus impactos no Cerrado - DOI 10.5216/ag.v4i1.16680. Ateliê Geográfico, 4(1), 18-35. https://doi.org/10.5216/ag.v4i1.16680
Seção
Artigos