Edições anteriores

  • Descentrar as Pesquisas em Dança (Parte II)
    v. 7 n. 1 (2021)

    Este dossiê é resultado do volume de pesquisas interessadas em realizar um trabalho de descentralização de estudos em dança, viabilizando um segundo número dedicado a diferentes instâncias de reflexão a partir do diagnóstico de que as práticas de pesquisas acadêmicas e artísticas ainda participam da construção e da manutenção de discursos que investem na separação entre“centro” e “periferia”, atrelados a pressupostos eurocêntricos e americano-cêntricos.

    A descentralização que este dossiê fomenta, objetiva favorecer uma extensão do corpus da pesquisa em dança, tomando como referência os trabalhos recentes sobre: trocas culturais, estudos pós-coloniais e decoloniais; mas, também, uma exploração dos locais de tensão existentes no campo. Será, então, um movimento de descentralizar o olhar sobre as danças, descentralizar as histórias legitimadoras, descentralizar o condicionamento institucional e descentralizar-nos como sujeitos do conhecimento. Propomos a descentralização como um exercício de pesquisa que favoreça o surgimento do conhecimento e a exploração do potencial da pesquisa em dança. Além de suas múltiplas e possíveis definições, entendemos a descentralização como uma prática e um procedimento crítico em constante movimento.

  • Obra Cartografías Porteñas da  Compañía Danza Sin Fronteras. Créditos:  Ale Carmona

    Descentrar as Pesquisas em Dança
    v. 6 n. 2 (2020)

    O propósito é o de realizar um trabalho de descentralização de estudos em dança, que permita diferentes instâncias de reflexão a partir do diagnóstico de que as práticas de pesquisas acadêmicas e artísticas ainda participam da construção e da manutenção de discursos que investem na separação entre“centro” e “periferia”, atrelados a pressupostos eurocêntricos e americano-cêntricos.

    Para tanto, se faz necessário, deixar de operar a partir das lógicas que adotam entendimentos universalizantes de “história da dança”. Não é uma tarefa simples, principalmente enquanto as narrativas hegemônicas não forem desestabilizadas: é possível descentralizar os estudos e práticas em dança problematizando tal condição?

    A descentralização que buscamos se projeta em diferentes níveis: historiográfico, etnográfico, de gênero, racial, de classe, estético, cinestésico, coreográfico, cultural, político, econômico e social. Por meio deste dossiê, gostaríamos de contribuir com o estabelecimento de um movimento geral que estimule a reflexão crítica nos estudos em dança, bem como, que promova uma investigação atenta às trocas, circulações e relações de poder que condicionam as práticas de danças e pesquisas.

    Nosso objetivo é favorecer uma extensão do corpus da pesquisa em dança, tomando como referência os trabalhos recentes sobre: trocas culturais, estudos pós-coloniais e decoloniais; mas, também, uma exploração dos locais de tensão existentes no campo. Será, então, um movimento de descentralizar o olhar sobre as danças, descentralizar as histórias legitimadoras, descentralizar o condicionamento institucional e descentralizar-nos como sujeitos do conhecimento. Propomos a descentralização como um exercício de pesquisa que favoreça o surgimento do conhecimento e a exploração do potencial da pesquisa em dança. Além de suas múltiplas e possíveis definições, entendemos a descentralização como uma prática e um procedimento crítico em constante movimento.

  • Poéticas de Gênero nas Artes da Cena
    v. 6 n. 1 (2020)

    Pretende-se, com este dossiê, discutir e promover reflexões sobre as problematizações atuais que têm surgido sobre a sexualidade, as questões que envolvem a discussão de gênero e as poéticas da cena que refletem e discutem o tópico. O campo das artes da cena, em suas múltiplas formas, linguagens e manifestações, mostra-se terreno fértil para tais reflexões, em razão de suas próprias matrizes constituintes, que se abrem ao imaginário da alteridade e da intercambialidade de caracteres, bem como pela emergência contemporânea que tais questões têm apresentado em manifestações performáticas, espetáculos e reflexões teóricas.

  • Cenografia, Direção de Arte & Design de Cena - Parte II
    v. 5 n. 1 (2019)

    Pretende-se, com este dossiê, discutir e promover reflexões sobre as poéticas não-verbais da cena, com base em teorias, métodos e processos criativos relacionados aos campos da composição visual, espacial e sonora, caracterização de atores/performers/dançarinos, teatro de formas animadas, utilização de tecnologias de imagem e som na cena e temáticas que considerem interfaces das artes cênicas com as artes visuais, o design, a arquitetura, a cidade, o cinema e outros campos, em considerações híbridas ou desterritorializadas.

  • VAGABUNDOS, VADIOS E MALANDROS: Estratégias de Inserção Social e Artística em uma Longa Caminhada Marginal
    v. 5 n. 2 (2019)

    Pretende-se, com este dossiê, discutir e promover reflexões sobre as figuras de uma tipologia malandra, percebendo as estratégias de aproximação e tentativas de pertencimento social a que atores e atrizes tiveram que recorrer através da História, como modos de ação insubmissos e de outras ordens de pertencimento. Artistas de talentos múltiplos, os jograis da Idade Média vagavam entre festas e feiras. Autores, portadores e intérpretes de canções e lendas, exerciam importante papel cultural ao transitar entre os espaços aristocráticos e populares; ao mesclar o registro sagrado com o profano; ao propagar dentro e fora das fronteiras outras ideias e formas de expressão. A profissionalização destes artistas foi resultado de um longo processo oriundo da vagabundagem. Desde que esmoreceu o comércio ambulante de medicamentos, os charlatães passaram a comercializar suas cenas, predominantemente cômicas, com máscaras e tipos fixos. Assim, o tipo cômico do malandro passa a integrar repertórios de atuação, fazendo diálogo com as estratégias de penetração da classe artística na sociedade dita séria e estabelecida em oposição a um mundo sem juízo e errante. Considerando a pungência com a qual a temática vem afetando o campo cênico, a Revista Arte da Cena decidiu dedicar um dossiê específico ao tema, abrindo espaço para a expressão de todos os artistas (e) pesquisadores que vêm poetizando e debatendo a questão. Neste sentido, interessa ao presente Dossiê Temático identificar elementos capazes de questionar nossas certezas e nossos preconceitos latentes quanto a determinadas tradições rejeitadas e marginalizadas. Uma caminhada ladeada pelas poéticas amorais de personificações sem dignidade, como as simbólicas herméticas de pelintras e peraltas, capazes de conceder cidadania às zonas obscuras de nossa potência criativa nas artes da cena.

  • Capa Revista Arte da Cena, v.4, n.2 - Cenografia, Direção de Arte e Design de Cena

    Cenografia, Direção de Arte & Design de Cena - Parte I
    v. 4 n. 2 (2018)

    A presente edição da revista Arte da Cena traz a primeira parte do dossiê temático Cenografia, Direção de Arte e Design da Cena. Devido à grande demanda de propostas submetidas, os organizadores decidiram dividir o dossiê em duas partes, reservando outros artigos relacionados aos presentes estudos para o próximo número da revista, quando o dossiê se fará completo.

  • ETNICIDADE E CENA: (Cri)ações, Planos de Composição, Corpo e Ritual Ameríndio nas Artes da Cena
    v. 4 n. 1 (2018)

    O presente dossiê buscou reunir e apresentar artigos originais que discutam o tema da etnicidade e seus entrelaçamentos com o teatro, a dança, o circo, a performance, o audiovisual e todas as possibilidades de hibridização cênica, em seus múltiplos contextos e possibilidades, incluindo as perspectivas antropológicas, políticas, territoriais e ambientais. Deste modo, o dossiê traz artigos que analisam, de modo geral, a presença ameríndia e suas cosmologias nas Artes da Cena, incluindo questões étnicas e os conflitos a elas relacionados, a problematização do local do pesquisador diante das matrizes culturais, discussões sobre o corpo (des)colonizado e o ritual performativo/performado.

  • A CENA DE MOMO: Trânsitos e Contaminações do Carnaval e a Carnavalização nas Artes da Cena
    v. 3 n. 2 (2017)

    Este número da Revista Arte da Cena traz o Dossiê Temático A CENA DE MOMO: Trânsitos e Contaminações do Carnaval e a Carnavalização nas Artes da Cena. Buscou-se com o dossiê colocar em discussão uma das festividades culturais que mais relações diretas apresenta com o campo da cena e que sempre a atravessou, em diversas circunstâncias ao longo da história. Deste modo, a edição busca discutir a estética cênica em seus cruzamentos com a carnavalização, bem como as possibilidades de hibridização tanto artística quanto social, em seus múltiplos contextos e possibilidades.
  • v. 3, n. 1 - MOTIM - Mito, Rito e Cartografias Femininas nas Artes da Cena
    v. 3 n. 1 (2017)

    No MOTIM, os campos colaborativos do mito e do rito, rechaçados pelas ciências duras e pelas artes formalistas ganham discussões. Estes eixos de pesquisa acabam por fomentar coletivos de artistas atrelados a processos autorais, partindo de mitologias pessoais para criação, assim como investigação de contextos de alteridade, que dialogam com camadas de pessoalidade. Por sua vez, esse alcance do que é pessoal na produção artística, em especial, na produção artística de mulheres, galga seu aspecto político e público, com inspiração feminista no trato dos mais variados temas. Neste número da Revista Arte da Cena, o periódico se dedicado aos engendramentos da pesquisa e da produção artística movidas por mulheres, artigos que pudessem revelar as estratégias de criação cênica e os impulsos reflexivos de pesquisadoras em recantos diversos do território nacional.
  • v. 2, n. 3 - Comicidade e Palhaçaria
    v. 2 n. 3 (2016)

    Esta edição da Revista Arte da Cena traz para o público leitor, o dossiê temático: "Comicidade e Palhaçaria", que não poderia ter se concretizado sem a importante parceria estabelecida com o Na Ponta do Nariz, Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade, organizado pelo grupo de teatro Bastet (GO). Esta edição da Revista Arte da Cena traz além das discussões sobre comicidade e palhaçaria apresentadas em forma de artigos, há uma  entrevista realizada junto a Alejandro Rodriguez e Robin Gentien.
  • Políticas e Economias do Mundo das Artes
    v. 2 n. 2 (2016)

    O dossiê temático POLÍTICAS & ECONOMIAS DO MUNDO DAS ARTES desenvolve-se num formato desterritorializado, onde o tópos das políticas, da ação artística, das macro e micro economias das artes da cena são analisados numa perspectiva que vai além do campo cênico, colaborando com uma abordagem transdisciplinar.

    Além do dossiê, este número traz também outros quatro artigos, além de uma resenha sobre recente publicação de Rustom Barucha. E é no contexto das relações entre o dossiê e os demais textos que experimentamos um significativo trânsito entre os territórios da política, da economia, da performance, do mito e da história. 

     
  • Aberturas da Cena
    v. 2 n. 1 (2015)

    Duas  das  grandes  revoluções  do  teatro  moderno  foi,  primeiro,  elevar  o  status  do  encenador,  e,  segundo,  elevar  o  status  do  ator,   no   contexto   geral   da   espetacularidade.   Por  outro  lado,  é  chegado  o  momento  em  que  o  status  de  todos  os  componentes  da  cena deverá  ser  elevado,  para  que  a  rica  proposição  de  uma  perspectiva  rizomática  de  teatro,  seja  fato  e  não  apenas  potência  de  discurso.  Na  perspectiva,  diríamos  politeista,  das  múltiplas  associações, um teatro aberto a diversidade composicional, é um teatro consciente de todas as suas partes, facetas e processos. E nesta edição, a Revista Arte da Cena dá seqüência ao projeto de criar novas aberturas para perspectivas pouco observadas, no rol de publicações de estudos cênicos, seguindo fielmente os objetivos dispostos em seu escopo.

  • Revista Arte da Cena
    v. 1 n. 2 (2015)

    O segundo número da revista Arte da Cena traz para o leitor uma amostra singular da pluralidade de enfoques que o periódico visa contemplar: não apenas as vozes discordantes sobre a cena, como também as vozes polissêmicas sob a cena. Como consequência de uma abertura de perspectivas, temos uma expansão do conceito de cena, que nos é apresentado por diferentes perpectivas desde a performance, a dança e o teatro como manifestações artísticas.
  • Revista Arte da Cena
    v. 1 n. 1 (2014)

    O primeiro número da revista Arte da Cena chega a público, em formato digital, trazendo contribuições de autores de referência, no universo cênico contemporâneo, aliadas a trabalhos de novos pesquisadores, que surgem no cenário atual para colaborar com a renovação do pensamento e prática artística, em suas relações com a pesquisa científica e as atividades acadêmicas.