Arte da Cena (Art on Stage)
https://www.revistas.ufg.br:443/artce
<p>A revista Arte da Cena tem como ponto de partida conceitual uma perspectiva policêntrica e dialógica entre campos de estudo da cena, circunscritos no âmbito especifico da área da arte, em perspectivas verticais ou em transversalidade relativa a outras áreas do conhecimento. Possui avaliação por pares duplo-cega e não cobra taxas de publicação. Para mais informações, acesse <a href="https://www.revistas.ufg.br/artce/about" target="_blank" rel="noopener">Sobre a revista</a>.<br>- ISSN: 2358-6060<br>- Ano de criação: 2014<br>- Qualis: B3<br>- Revista vinculada à <a href="https://www.emac.ufg.br/" target="_blank" rel="noopener">Escola de Música e Artes Cênicas da UFG</a>.<br>- <a href="https://www.revistas.ufg.br/artce/about/contact" target="_blank" rel="noopener">Contato</a></p>Universidade Federal de Goiáspt-BRArte da Cena (Art on Stage)2358-6060<p>A Revista <em>Arte da Cena</em> utiliza como base para transferência de direitos a licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/&source=gmail&ust=1593699769497000&usg=AFQjCNG99iZiqB-qEKo4_EZWg1z5lYkS9g">Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional</a>, para periódicos de acesso aberto (<em>Open Archives Iniciative</em> - OAI).</p> <p>Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:</p> <p>1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à Revista Arte da Cena o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution Non Commercial.<br><br>2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta Revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.<br><br>3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, desde que citada a referencia do local de origem de publicação, ou seja, do endereço eletrônico/referência da <em>Revista Arte da Cena</em>.</p> <p>4) Os autores dos trabalhos publicados na <em>Revista Arte da Cena</em> são expressamente responsáveis de direito por seu conteúdo.</p> <p>5) <span lang="pt-BR">Os autores não serão remunerados pela publicação de trabalhos na revista </span><span lang="pt-BR"><em>Arte da Cena.</em></span></p> <div> <div dir="ltr" data-smartmail="gmail_signature"> <div dir="ltr"> <div> <div dir="ltr"> </div> </div> </div> </div> </div>Descentrar as Pesquisas em Dança - Parte I
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/67217
<p>Este dossiê, dedicado à ideia de descentralização no campo dos<br>estudos em dança, constitui o primeiro projeto coletivo realizado por membrxs<br>do grupo Descentradxs – Descentrar a investigação em dança. É uma primeira<br>ação que não pretende instalar postulados epistemológicos rígidos, mas, sim,<br>promover o surgimento de um amplo espectro de interesses e o desejo de<br>problematizar perspectivas dominantes que, acreditamos, condicionam o<br>surgimento de novas abordagens e perpetuam binômios de desigualdade tanto<br>em práticas artísticas como em trabalhos acadêmicos.</p>Ana TeixeiraIsabelle LaunayJavier ContrerasJuan Ignacio VallejosPatricia Aschieri
Copyright (c) 2020 Ana Teixeira, Isabelle Launay, Javier Contreras, Juan Ignacio Vallejos, Patricia Aschieri
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2020-12-272020-12-276236EMBARRAR EL CANON
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66637
<p>El presente artículo analiza la funcionalidad del canon, entendido como un dispositivo de subjetivación artística, en la danza contemporánea periférica. Luego de una introducción de casos etnográficos provenientes del campo de la danza de Buenos Aires, el trabajo se focaliza en la discusión de conceptos operantes como el de canon, progreso, modernismo, movimiento y nacionalismo. En última instancia, se propone concebir los aportes del concepto de barroco barroso de Néstor Perlongher y de desidentificación de José Esteban Muñoz, como estrategias político estéticas de subversión del canon. Pugnar por una coreopolítica de la abundancia es entender al arte, particularmente a aquel que compromete al cuerpo en movimiento, como un terreno para la construcción de nuevas formas de vida.</p>Juan Ignácio Vallejos
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2020-12-262020-12-266273710.5216/ac.v6i2.66637TODA DANZA VALE
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66560
<p><strong>Resumo:</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">O presente texto propõe um exercício poético-político exploratório, que tem como objetivo</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">discutir a noção do valor da dança. Em cinco partes, apresentamos uma série de abordagens, conceitos, perguntas e experiências pessoais relacionadas às condições da existência sensível, memória e durabilidade da dança. Situamos estes aspectos em relação aos mecanismos de produção, valorização e marginalização da dança e suas implicações corporais, políticas e sensíveis, tanto em nós, quanto naqueles que participam indiretamente da construção deste relato coletivo. Entre uma ideia hegemônica e funcional da dança e uma ideia de resistência contra ela, apresentamos uma terceira forma de re-existência singular-plural de dança, que é inapropriável e tende a ressonância. Para tanto, revisamos materiais teóricos, nossas próprias fontes experimentais e comentários informais coletados desde 2008 até o presente. Esperamos que esta ação escrita contribua para ampliar o questionamento teórico da dança, entendida exclusivamente a partir do espaço cênico, do paradigma da subjetividade e da ideia de eficácia estética, para uma compreensão extra-cênica, infrapolítica e anti-hierárquica dos motivos e condições da dança na vida daqueles que, entre outras coisas, dançam.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">dança; danças singulares; imanência; ressonância; infrapolítica </span></p>Paulina Abufhele MezaSantiago Diaz
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2020-12-262020-12-2662346710.5216/ac.v6i2.66560CORPOS TRANSFORMACIONAIS
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/64738
<p>Este artigo articula a dinâmica de captura da transformabilidade de corpos e gêneros diversos com a manifestação duplamente vinculada da facetrans nas Artes Cênicas brasileiras. Para tanto: 1) Introduz meu conceito de Corpo Transformacional, apresentando discussões sobre ontologias e epistemologias transgêneras; 2) Caracteriza a facetrans e expõe tensões em torno dela, estabelecendo teoria cênica contra a mesma; 3) Mapeia, via análise bibliográfica, distintas noções de representação e representatividade ligadas à facetrans; 4) Investiga, via historiografia, possíveis genealogias e reestruturações desta prática. Estas elaborações visam ser proposições decoloniais transfeministas resistentes à cisheteronormatividade.</p>Ian Guimarães Habib
Copyright (c) 2020 Ian Guimarães Habib
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2020-12-262020-12-26626810610.5216/ac.v6i2.64738(A)GENTES DE CHOQUE FIESTA, POTENCIA Y PLACER
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66310
<p>O texto que apresentamos medita, desde o Uruguay, sobre a práctica do Choque como dispositivo relacional e performático para instalalo na via pública. O Choque e uma práctica corporal híbrida, onde confluim diferentes ritmos que podemos identificar como de raiz africana e que nos permite pensar e acionar ao redor dos mandatos de masculinidade, os corpos normados, a captura do prazer e a festa como potencia coletiva. O texto encara algunas ideias iniciais sobre estes asuntos do ponto de vista de um corpo que soa, grita e se manifesta com palabras. Com a certeza de que é necesario una pesquisa da potencia do común e a relevancia que a danza pode ter nos processos de germinação de otras corporalidades. </p> <p>Palavras chave: corporalidade; Choque; festa.</p> <p> </p>Itzel IbargoyenSofía LansMatias ArismendiMartina Gramoso
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2020-12-262020-12-266210211310.5216/ac.v6i2.66310OS CONCEITOS DE “DANÇA DE RUA” E “DANÇAS URBANAS” E COMO ELES NOS AJUDAM A ENTENDER UM POUCO MAIS SOBRE COLONIALIDADE (Parte I)
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66882
<p>Este texto se dedica a desembaraçar o trato conceitual de fazeres dançantes populares no âmbito urbano brasileiro do tempo presente. Realiza uma análise do conceito de dança de rua e suas especificidades em relação à noção de danças urbanas. Para tanto, explica a dança de rua e as danças urbanas a partir de suas configurações históricas, estéticas, georeferencias e da experiência de integrantes desses fazeres dançantes a partir do Brasil. O propósito consiste em: ao mesmo tempo explicar modos distintos de fazer dança e evidenciar como operam formas de colonialidade em dança no tempo presente, acompanhando as tensões e conflitos que envolvem o processo de feitura da cultura de dançar não desvencilhada das pessoas que dançam, seus valores, comportamentos e conhecimentos. Para tanto, o texto foi dividido em duas partes interligadas.</p>Rafael Guarato
Copyright (c) 2020 Rafael Guarato
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2020-12-262020-12-266211415410.5216/ac.v6i2.66882ADDA HÜNICKEN Y LA REVOLUCIÓN DE LOS PIES DESCALZOS:
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66638
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">La presente investigación, en proceso, estudié las bandejas compartidas por Adda Hünicken (Córdoba, 1933-2013) como profesora, coreógrafa y pionera de la danza moderna en Córdoba. </span><span style="vertical-align: inherit;">A través de la noche del paradigma indicativo, propuesto por Carlo Ginzburg, identificamos filiaciones que son reveladoras para un estudio ubicado en la danza moderna en la ciudad de Córdoba, Argentina. </span><span style="vertical-align: inherit;">En el transcurso del trabajo, han surgido preguntas reveladoras que nos han llevado a una posición que busca cuestionar las perspectivas universalizadoras heredadas. </span><span style="vertical-align: inherit;">¿Es posible escribir una historia de la danza moderna situada ?, esa historia, que es matriz europea y norteamericana, ¿cómo impacta en los cuerpos "locales"?; </span><span style="vertical-align: inherit;">¿Puedes analizar lo que sucede artístico y cultural en una época? </span><span style="vertical-align: inherit;">Las preguntas partían de otros aristas del problema: la historia de lo vivido, la historia de lo perdido, la construcción del mito, el olvido, la necesidad de crónicas que indaguen con fragmentos de la historia pasada y reciente.</span></span></p> <p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">En esta presentación, incluimos parte de una entrevista al coreógrafo en 2010, y relatos cruzados, objeto de entrevistas con los coreógrafos de danza: María Rosa Hakimián y Marta Huerta, quienes desarrollaron parte de su trabajo artístico con Hünicken. </span><span style="vertical-align: inherit;">Testimonios que inscriben una historia de la danza moderna en Córdoba.</span></span></p> <p> </p>Paulina Antacli
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2020-12-262020-12-266215517810.5216/ac.v6i2.66638CONSTITUICIÓN DEL CAMPO Y RELACIONES DE PODER,
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66105
<p>En este texto se trata de dar un panorama de los momentos que la autora considera más significativos en la constitución del campo de la danza escénica contemporánea mexicana. Se plantea que estos momentos han sido definitorios para la permanencia de ciertas prácticas, formas de ver la danza y hacerla, así como de habitus propios de los hacedores de danza en México. Este habitus tiene sus raíces en la relación que estos actores tienen con el Estado y sus instituciones, y que ha aglutinado a los actores de la danza de diversas maneras, apoyando a algunos y excluyendo a otros en diversos momentos. Sin duda para esta reflexión son importantes los planteamientos de varios teóricos entre quienes destaca Pierre Bourdieu, pues su aparato conceptual auxilia a pensar en las relaciones de poder que se establecen en los campos artísticos. También se mencionan algunos autores que han escrito sobre la danza mexicana y latinoamericana, y que aportan para conocer ciertas visiones de las historias de la danza en nuestros países.</p>María de Lourdes Fernández Serratos
Copyright (c) 2020 María de Lourdes Fernández Serratos
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2020-12-262020-12-266217920410.5216/ac.v6i2.66105CORPORALIDADES DIVERSAS EN MOVIMIENTO
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66256
<p>Entre os dias 20 de maio e 7 de junho de 2020, foi realizado o evento “Cidade em Movimento”, que teve como um dos objetivos divulgar práticas inclusivas e igualdade de direitos das pessoas com deficiência na área da dança. Embora originalmente pretendido para ser desenvolvido pessoalmente, devido à atual situação de pandemia e isolamento físico obrigatório na Argentina desde 20 de março deste ano, os organizadores decidiram convertê-lo para o modo online através do uso de plataformas e atrativos. estratégias. Com base no trabalho de campo realizado com “participação observadora” da linha das oficinas, algumas entrevistas públicas e várias comunicações pessoais, é apresentada uma análise crítica das múltiplas mediações que percorreram os vários encontros. Posteriormente, algumas situações ocorridas durante o evento são discutidas sob a ótica da interculturalidade crítica e da teoria da performatividade.</p> <p><strong> </strong></p>Patricia Aschieri
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2020-12-262020-12-266220523110.5216/ac.v6i2.66256BATUQUE NO CAMPUS
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66744
<p>Nesse artigo pretendo refletir sobre o espaço das expressões afrodiaspóricas no ensino das Artes Cênicas. A reflexão se dá em torno de dois momentos no percurso de minhas pesquisas sobre cultura tradicional brasileira. Essas experiências, em seus contextos e consequências, põem em pauta as possibilidades e as dificuldades enfrentadas por epistemologias e pedagogias decoloniais na universidade.</p>Marianna Francisca Martins Monteiro
Copyright (c) 2020 Marianna Francisca Martins Monteiro
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2020-12-262020-12-266223225710.5216/ac.v6i2.66744“O QUE É QUE A DANÇA TEM A VER COM ISSO?”
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65613
<p>Esse artigo tem o objetivo de compartilhar elementos discursivos para a estruturação de estratégias de combate ao racismo e, com isso, busca colaborar com o esforço de descentramento das perspectivas teóricas no ensino e na criação em dança no contexto universitário. Deste modo, partimos da premissa de que as universidades são espaços reprodutores de conhecimentos racistas e promotores de violências epistêmicas e culturais para tratarmos a possibilidade de uma experiência formativa contra-hegemônica em dança. Acreditamos que a estrutura social racista no Brasil fundamenta exclusões e privilégios no contexto do ensino de dança, sobretudo, àquele desenvolvido no ambiente universitário, por meio de conteúdos historiográficos hegemônicos, através de referencialidades que se pretendem universais, a partir de abordagens que fomentam a folclorização da presença negra nas artes. Nossa intenção, portanto, consiste em elaborar uma crítica ao que tem sido legitimado como padrão de ensino da dança e, para tanto, apresentamos a ideia da afrocentricidade como um paradigma descentralizador, capaz de desestabilizar as normas hegemônicas e redefinir novas prioridades nas práticas de ensino e criação em dança a partir de rupturas com projetos de reprodução e exploração colonial.</p>Victor Hugo Neves de OliveiraThiago da Silva Laurentino
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2020-12-262020-12-266225827510.5216/ac.v6i2.65613PENSARFAZER DANÇA DESDE UMA PERSPECTIVA CONTEMPORÂNEA E DECOLONIAL
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65655
<p>Este artigo tem como objetivo propor pensarfazer processos de ensinoaprendizagem em dança desde uma perspectiva contemporânea decolonial. Foi possível identificar pontos de convergência entre estas perspectivas, já que ambas as correntes de pensamento compartilham pressupostos da concepção libertadora de educação, tais como dialogicidade, defesa da democracia, indissociabilidade entre teoria e prática; corpo mente; razão emoção; incentivo à autonomia dos educandos no seu processo de ensinoaprendizagem e respeito a pluralidade de ideias. A perspectiva decolonial de educação complementa a perspectiva contemporânea de ensino da dança ao fazer refletir sobre o eurocentrismo presente nos currículos dos cursos de dança, sobre a distribuição desigual de valor dada às produções de dança oriundas da Europa e EUA e às produções latino-americanas, especialmente as danças de matrizes afro-brasileiras e indígenas e ao defender uma educação intercultural. Nesse sentido, o pensarfazer processos de ensinoaprendizagem em dança desde uma perspectiva contemporânea e decolonial perpassa pela criação de um currículo de dança intercultural nos espaços formais de ensino, pelo incentivo à pesquisa de pedagogias decoloniais de dança e ao intercâmbio cultural entre as redes de dança latino-americanas.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>dança; decolonial; ensinoaprendizagem; interculturalidade; pensarfazer</p> <p> </p>Raquel PurperOlga Brigitte Oliva de Araújo
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2020-12-262020-12-266227631010.5216/ac.v6i2.65655O QUE A DANÇA VÊ QUANDO DANÇA
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65658
<p>Etnografias da dança geralmente são construídas do ponto de vista de quem vê a dança e, assim, o que se move, como, aonde, quando e por que são algumas das perguntas que procuramos responder. Porém, quando o ponto de vista encontra-se no dançarino que dança, nos ocorre perguntar: o que de fato vemos quando a perspectiva sobre o movimento analisado está no corpo de quem dança? Do que é, e como é capaz de observar aquele que dança? Se a pessoa dança o que é e muito daquilo do que a pessoa é, é o que ela dança, o quê a dança vê, quando dança? Uma vez que as estranhezas suscitadas pelo encontro de culturas começa nos "limites da pele" (Geertz, 2009) e que "toda descrição é um ato de criação" (De Certeau, 1994) propomos aqui uma reflexão acerca de dois experimentos metodológicos derivados de uma preocupação sobre como realizar registros de dança em primeira pessoa e de que forma representá-los, considerando o processo de experimentação e aprendizado do movimento, no corpo e no espaço em que ele se dá. Trata-se de um diálogo com dançarinos de caboclinho, tradição popular da região da zona da mata de Pernambuco, que compartilham aqui questões e inquietações, num exercício de sinestesia e simetrização antropológica (Beaudet, 2010; Goldman, 2009).</p>Maria Acselrad
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2020-12-262020-12-266231134110.5216/ac.v6i2.65658AUTORIAS DA AUDIÊNCIA
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65545
<p>Este texto trata de um projeto artístico de caráter teórico-prático sobre a participação de audiências no campo da dança contemporânea, realizado no Chile entre os anos 2018 e 2020. Nele, se investiga a noção de arte relacional e os elementos a considerar em uma proposta dancística destas características. Para isso cria-se um modelo de dispositivo relacional que tem como eixo central a afetação do corpo da audiência, a qual se favorece por meio de diversas estratégias de participação. O processo criativo e os resultados da presente proposta se trabalharam através de uma metodologia de investigação dirigida pela prática (practice led-research). Finalmente, este trabalho também é uma reflexão em torno às implicâncias políticas e sociais da dança relacional no contexto no qual se insere.</p> <p>Palavras-chave <br>participação de audiências; dança; arte relacional; corpo; dispositivo</p> <p> </p>Camila Rojas CannobbioLoreto Caviedes Jeria
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2020-12-262020-12-266234237910.5216/ac.v6i2.65545THE FEET UNDERSTAND
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/66726
<p class="p1"><em>ABCDEFG </em>(1994) do coreógrafo, bailarino e realizador Russell Dumas é um filme de um dueto dançado. Este filme é pensado aqui como um projecto de corporalidade autónomo. Uma exposição sobre particularidades na obra de Russell Dumas determinantes para a realização do filme em causa, a saber — a do trabalho do bailarino; a da interacção dos bailarinos e dos bailarinos com o coreógrafo; e a da relação entre o dueto desempenhado e a realização do filme —, permite uma análise sobre a especificidade própria da relação que o observador pode estabelecer com o objecto/acontecimento <em>ABCDEFG</em> (1994).</p> <p class="p1">Pretende-se detectar zonas de indeterminação e indiscernabilidade que permitem, no fluxo de inferências de cada percepção, situarmo-nos num território de experimentação da permanente e plástica reconstrução do espaço topológico do corpo.</p>Ana Mira
Copyright (c) 2020 Ana Mira
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2020-12-262020-12-266238043010.5216/ac.v6i2.66726OITO PREMISSAS SOBRE O BALÉ EM GOIÂNIA:
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65674
<p>Este artigo propõe o levantamento de oito premissas para compreender diversas camadas da formação social, histórica e educacional do balé em Goiânia. Partindo do desejo de catalogação da dança brasileira por Eduardo Sucena com o livro A Dança Teatral no Brasil, ainda em 1988, trago uma série de dados e fatos dos processos históricos do balé constituído em Goiânia para disparar reflexões consideradas necessárias e longe de conclusões mais profundas. Portanto, este é um texto disparador, tendo os dados catalográficos como impulsionadores para outros por vires de pesquisa e produção na relação balé e cidade. Tomo como principais fontes de pesquisa já constituídas, os trabalhos de Rejane Bonomi Schifino (2011, 2012, 2019), o documentário Danças Daqui (2017) e a pesquisa de Alexssandra Sousa (2018), produções locais que já indicaram algumas respostas parciais e levantaram tantas outras questões.</p>Rousejanny da Silva Ferreira
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2020-12-262020-12-266243146710.5216/ac.v6i2.65674SOL E LAMA
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65523
<p>O trabalho que ficou conhecido como obra inaugural do <em>Ankoku Butô</em> de Tatsumi Hijikata foi nomeado <em>Cores Proibidas</em>, fazendo uma alusão direta ao título do romance escrito por Yukio Mishima. Deste ato proposital, surgiu uma amizade entre esses artistas que durou onze anos. Este artigo apresenta a partir do <em>Cores Proibidas</em> do escritor e do dançarino as distinções entre suas perspectivas acerca da morte, atrelada diretamente aos modos que investigaram seus próprios corpos. Propõe-se um embate entre o Corpo Saudável em Mishima – forjado pela doutrina severa do Sol e do Aço – e o Corpo Debilitado em Hijikata – aberto e poroso como condiz à sabedoria anunciada pela lama.</p>Thiago AbelDaniel Aleixo
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2020-12-262020-12-266246849310.5216/ac.v6i2.65523DANÇAS, POÉTICAS E OS SABERES CORPORIFICADOS
https://www.revistas.ufg.br:443/artce/article/view/65093
<p>A narrativa poética de Lara Rodrigues Machado e Sebastião Silva oferece as leitoras e leitores histórias de experiências da vida e ou da cena que se desdobram por meio de encontros diversos em busca da construção comunitária de uma dança ao encontro permanente dos sentidos para a vida pautados nos saberes tradicionais de povos e culturas do Brasil. Por meio de trocas vividas com a proposta metodológica do <em>Jogo da Construção Poética</em> no âmbito das Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN), do Sul da Bahia (UFSB) e da Escola de Dança da UFBA apontamos para questionamentos significativos ao pensar, sentir e viver uma dança descentralizada, que propõe pesquisas em constantes transformações nascidas das vivencias, estudos e pensamentos críticos em contraponto à lógica de produção logocêntrica, meritocrática e subalternizante que caracteriza a ordem do modelo civilizacional vigente em grande parte do sistema educacional.<a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p> <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3"></a></p>Sebastião Silva SalesLara Rodrigues Machado
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2020-12-262020-12-266249451410.5216/ac.v6i2.65093