Um mundo indiferente: idiotia e insignificância em “O Pequeno Quinquin” de Bruno Dumont

Autores

  • Rogério de Almeida Universidade de São Paulo
  • Marcos Beccari Universidade Federal do Paraná
  • Cesar Zamberlan Universidade São Judas

DOI:

https://doi.org/10.5216/vis.v16i1.45624

Palavras-chave:

Indiferença, Idiotia, Filosofia Trágica

Resumo

Com base na série televisiva O Pequeno Quinquin (P’TIT QUINQUIN, 2014), de Bruno Dumont, este artigo propõe uma reflexão, à luz da filosofia trágica (Nietzsche, Rosset), acerca da indiferença do mundo expressa pelas noções de idiotia e insignificância. Após uma breve contextualização da obra cinematográfica de Bruno Dumont, delineamos uma interpretação possível sobre a série elencada, equacionando indiferença mundana e aprovação da vida. Observamos, por fim, que a idiotia e a insignificância se manifestam em O Pequeno Quinquin não como uma exceção à normalidade, mas como expressão do mundo humano.

 

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Biografia do Autor

Rogério de Almeida, Universidade de São Paulo

Professor Associado da Faculdade de Educação da USP. Livre-docente em Cultura e Educação e Doutor em Educação, ambos os títulos pela USP.

Marcos Beccari, Universidade Federal do Paraná

Professor do Depto. de Design e do PPG-Design da UFPR. Doutor em Educação USP, mestre em Design pela UFPR.

Cesar Zamberlan, Universidade São Judas

Professor da Universidade São Judas. Doutor em Literatura Comparada e mestre em Literatura Brasileira, ambos os títulos pela USP.

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Referência Fílmica

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Publicado

18-06-2018

Como Citar

Almeida, R. de, Beccari, M., & Zamberlan, C. (2018). Um mundo indiferente: idiotia e insignificância em “O Pequeno Quinquin” de Bruno Dumont. Visualidades, 16(1). https://doi.org/10.5216/vis.v16i1.45624

Edição

Seção

Artigos