Comunidade arbórea em cerradão na bacia do Rio Verde, Mato Grosso do Sul, Brasil

Palavras-chave: Cerrado, Comunidade Arbórea, Fitossociologia, Savana Florestada

Resumo

O objetivo neste estudo foi verificar a análise fitossociológica da comunidade arbórea de cerradão em um trecho da bacia do Rio Verde, Mato Grosso do Sul. Foram demarcadas 100 parcelas de 1.000 m², com a medição das árvores com diâmetro à altura do peito (DAP) maior ou igual a 10 cm. Foram levantados 2.638 indivíduos distribuídos um total de 91 espécies lenhosas. Tapirira guianensis obteve o maior valor de importância (13,3%). A diversidade (H’ = 3,493) e a equabilidade (J’ = 0,77) mostraram notável distribuição ao longo da área levantada. A riqueza e a composição da amostragem, bem como os valores de Shannon e Pileou gerados, mostraram-se compatíveis com informações de outros estudos, indicando que a vegetação lenhosa amostrada na bacia do rio Verde condiz com o esperado para áreas de cerradões do Centro-Oeste.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alvares, C. A., J. L. Stape, P. C. Sentelhas, J. L. M. Gonçalves, & G. Sparovek. 2014. Koppen's climate classification map for Brazil. Meteorol. Z. 22(6): 711-728.

APG IV. Angiosperm Phylogeny Group. 2016. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Bot. J. Linn. Soc. 181: 1-20.

Arruda, M. B., C. E. B. Proença, S. C. Rodrigues, R. N. Campos, R. N. Martins & E. S. Martins. 2008. Ecorregiões, unidades de conservação e representatividade ecologica do bioma Cerrado. pp. 229-270. In: Sano, S. M., S. P. Almeida & J. F. Ribeiro (Eds.). Cerrado: ecologia e flora. Brasília, Embrapa Cerrados.

Bernasol, W. P. & M. S. Lima-Ribeiro. 2010. Estrutura espacial e diamétrica de espécies arbóreas e seus condicionantes em um fragmento de cerrado sentido restrito no sudoeste goiano. Hoehnea. 37(2): 181-198.

Borlaug, N. E. 2002. Feeding a world of 10 billion people: the miracle ahead. pp. 29-60. In: Bailey, R. (Ed.). Global warming and other eco-myths. Roseville, Competitive Enterprise Institute.

Bridgewater, S., J. A. Ratter, & J. F. Ribeiro. 2004. Biogeographic patterns, beta-diversity and dominance in the Cerrado biome of Brazil. Biodivers Conserv. 13: 2295-2318.

Bueno, M. L., A. T. Oliveira-Filho, V. Pontara, A. Pott & G. A. Damasceno-Júnior. 2018. Flora arbórea do Cerrado de Mato Grosso do Sul. Iheringia, Sér. Bot. 73(supl.): 53-64.

Camilotti, D. C., T. C. S. Pagotto & A. C. Araujo. 2011. Análise da vegetação arbórea de um remanescente de Cerradão em Bandeirantes, Mato Grosso do Sul, Brasil. Iheringia, Sér. Bot. 66(1): 31-46.

Campello, E. F. C. 1998. Sucessão vegetal na recuperação de áreas degradadas. pp. 183-196. In: Dias, L., E. Dias & L. W. V. Mello (Eds.). Recuperação de áreas degradadas. Viçosa, SOBRADE.

Campos, É. P., T. G. Duarte, A. V. Neri, A. F. Silva, J. A. A, Meira Neto & G. E. Valente. 2006. Composição florística de um trecho de cerradão e cerrado sensu stricto e sua relação com o solo na Floresta Nacional de Paraopeba, MG, Brasil. Rev. Árvore. 30(6): 471-479.

Chaves, A. C. G., R. M. S. Santos, J. O. Santos, A. A. Fernandes & P. B. Maracajá. 2013. A importância dos levantamentos florístico e fitossociológico para a conservação e preservação das florestas. Agrop. Cientif. Semiárido. 9(2): 42-48.

Colli, G. R., R. P. Bastos, & A. F. B. Araújo. 2002. The character and dynamics of the Cerrado Herpetofauna. pp. 223-241. In: Oliveira, P. S. & R. J. Marquis (Eds.).The Cerrados of Brazil: Ecology and Natural History of a Neotropical Savanna. New York, University Press.

Couto, H. T. Z. 2005. Métodos de inventário da biodiversidade de espécies arbóreas: Relatório Final de Projeto temático. Piracicaba, ESALQ/ FAPESP - Programa Biota.

Durigan, G. 2012. Estrutura e Diversidade de Comunidades Florestais. pp. 294-325. In: Martins, S. V. (Ed). Ecologia de Florestas tropicais do Brasil. 2 ed., Viçosa, Editora UFV.

Farinaccio, M. A., F. O. Roque, G. Graciolli, P. R. Souza, & J. O. P. Pinto. 2018. A flora no Biota-MS: montando o quebra-cabeça da biodiversidade de Mato Grosso do Sul. Iheringia, Sér. Bot. 73(supl.): 11-17.

Felfili, J. M. & M. C. Silva Júnior. 1993. A comparative study of cerrado (stricto sensu) vegetation in Central Brazil. J. Trop. Ecol. 9: 277-289.

Felfili, J. M. 2001. Distribuição de diâmetros de quatro áreas de cerrado sensu stricto na Chapada do Espigão Mestre do São Francisco. pp. 57-61. In: Felfili, J. M. & M. C. Silva Júnior (Orgs.). Biogeografia do bioma cerrado: estudo fitofisionômico na Chapada do Espigão Mestre do São Francisco. Brasília, Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Florestal.

Felfili, J. M. 2002. Padrões de diversidade do cerrado do Centro-Oeste brasileiro. pp. 58-61. In: Araújo, E. L., A. N. Moura, E. S. B. Sampaio, L. M. S. Gestinari & J. M. T. Carneiro (Eds.). Biodiversidade, conservação e uso sustentável da flora do Brasil. Recife, UFRPE.

Felfili, J. M., P. E. Nogueira, M. C. Silva Júnior, B. S. Marimon & W. B. C. Delitti. 2002. Composição florística do cerrado sentido restrito no município de Água Boa, MT. Acta Bot. Bras. 16: 103-112.

Finger, Z. 2008. Fitossociologia de comunidades arbóreas em Savanas do Brasil Central. Tese de Doutorado. Santa Maria, UFSM.

Gentry, A. H., O. Herrera-Mac Brybe, O. Huber, B. W. Nelson & C. B. Villamil. 1997. Regional overview: South America. pp. 269-307. In: Heiwood, V. H. & S. D. Davis (Eds.). Centre of plant diversity. Cambridge, WWF/IUCN.

Goodland, R. J. A. 1970. Plants of the cerrado vegetation of Brazil. Phytologia. 20(1): 57-78.

Guilherme, F. A. G., G. E. Silva, C. P. Coelho, J. D. L. Rocha & K. Ressel. 2020. Estrutura arbórea em um cerradão no sul do Estado de Goiás. Enciclopédia Biosfera. 17(32): 318-328.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Manual técnico da vegetação brasileira. Rio de Janeiro.

Lanza, D. A., A. Pott, & J. S. V. Silva. 2014. Vegetação e uso da Terra na Unidade de Planejamento e Gestão Rio Verde, Mato Grosso do Sul. Rev. GeoPantanal. 16: 251-262.

Lorenzi, H. 2016a. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. v. 1, 7 ed., Nova Odessa, Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Lorenzi, H. 2016b. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. v. 2, 7 ed., Nova Odessa, Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Mendonça, R. C., J. M. Felfili, B. M. T. Walter, M. C. Silva Júnior, A. V. Rezende, T. S. Filgueiras, P. E. Nogueira & C. W. Fagg. 2008. Flora vascular do bioma cerrado: checklist com 12.356 espécies. pp. 423-442. In: Sano, S. M., S. P. Almeida & J. F. Ribeiro (Eds.). Cerrado: ecologia e flora. v. 2. Brasília, Embrapa Informação Tecnológica; Planaltina, Embrapa Cerrados.

Miguel, E. P., A. V. Rezende, F. A. Leal, R. S. Pereira & R. R. Melo. 2016. Floristic-structural characterization and successional group of tree species in the Cerrado biome of Tocantins state, Brazil. Rev. Caatinga. 29(2): 393-404.

Moura, I. O., V. L. Gomes-Klein, J. M. Felfili & H. D. Ferreira. 2010. Diversidade e estrutura comunitária de cerrado sensu stricto em afloramentos rochosos no Parque Estadual dos Pirineus, Goiás. Rev. Bras. Bot. 33(3): 455-467.

Muller-Dombois, D. & H. Ellenberg. 1974. Aims and methods on vegetation ecology. New York, John Wiley and Sons.

Nogueira, P. E., J. M. Felfili, M. C. Silva Junior, W. Delitti & A. Sevilha. 2001. Composição florística e fitossociologia de um cerrado sentido restrito no município de Canarana, MT. Bol. do Herb. Ezequias Paulo Heringer. 8: 28-43.

Oestreich Filho, E. 2014. Fitossociologia, diversidade e similaridade entre fragmentos de cerrado stricto sensu sobre neossolos quartzarênicos órticos, nos municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, Estado de Mato Grosso, Brasil. 88 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais e Ambientais), Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá.

Oliveira-filho, A. T. & J. A. Ratter. 1995. A study of the origin of central Brazilian forests by the analysis of plant species distribution patterns. Edinb. J. Bot. 52(2): 141-194.

Pinheiro, L. C. S. J., A. S. Castro, & E. S. Martins. 2008. Levantamento das classes de solo existentes nas Ecorregiões inseridas no limite do cerrado continuo, 6 p. In: Faleiro,F. G. (Cord.). Planaltina, Anais do IX simpósio nacional do Cerrado – II Simpósio Internacional Savanas Tropicais.

Pott, A. & V. L. Pott. 1994. Plantas do Pantanal. Corumbá, Centro Brasileiro de Pesquisa Agropecuária.

Ramos, V. S., G. Durigan, G. A. D. C. Franco, M. F. Siqueira & R. R. Rodrigues. 2008. Árvores da Floresta Estacional Semidecidual: Guia de identificação de espécies. São Paulo, EDUSP.

Ratter, J. A., J. F. Ribeiro & S. Bridgewater. 1997. The brazilian cerrado vegetation and threats to its biodiversity. Ann. Bot. 80: 223-230.

Ratter, J. A., S. Bridgewater & J. F. Ribeiro. 2003. Analysis of the floristic composition of the Brazilian cerrado vegetation III: comparison of the woody vegetation of 376 areas. Edinb. J. Bot. 60(1): 57-109.

Ribeiro, J. F. & B. M. T. Walter. 2008. As principais fitofisionomias do Bioma Cerrado. pp. 151-212. In: Sano, S. M., S. P. Almeida & J. F. Ribeiro (Eds.). Cerrado: ecologia e flora. Planaltina, Embrapa Cerrados.

Rizzini, C. T. 1997. Tratado de fitogeografia do Brasil. 2 ed., Rio de Janeiro, Âmbito Cultural Edições Ltda.

Rodrigues, R. R., R. B. Torres, L. A. F. Mattes & A. S. Penha. 2004. Tree species sprouting from root buds in a semideciduous forest affected by fires. Braz. Arch. Biol. Techn. 47(1): 127- 133.

Salis, S. M., M. A. Assis, S. M. A. Crispim & J. C. Casagrande. 2006. Distribuição e abundância de espécies arbóreas em cerradões no Pantanal, estado do Mato Grosso do Sul, Brasil. Rev. Bras. Bot. 29(3): 339-352.

Santos, M. F., H. Serafim & P. T. Sano. 2012. Composição e estrutura arbórea em floresta estacional semidecidual no Espinhaço Meridional (Serra do Cipó, MG). Rodriguésia. 63(4): 985-997.

Sawyer, D. 2002. População, meio ambiente e desenvolvimento sustentável no cerrado. pp. 279-299. In: Hogan, D. J., R. L. Carmo, J. M. P. Cunha & R. Baeninger (Orgs.). Migração e ambiente no Centro-Oeste. Campinas, NEPO/UNICAMP, PRONEX.

Silva, L. O., D. A. Costa, K. E. Santo Filho, H. D. Ferreira & F. Brandão. 2002. Levantamento florístico e fitossociológico em duas áreas de cerrado sensu stricto no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. Acta Bot. Bras. 16(1): 43-53.

Silva, G. O. & P. B. Souza. 2016. Fitossociologia e estrutura diamétrica de um fragmento de cerrado sensu stricto, Gurupi – TO. Desafios, 3(Especial): 22-29.

Silva Junior, M. C. 2005. 100 árvores do Cerrado. Guia de campo. Brasília, Ed. Rede de Sementes do Cerrado.

Silva Junior, M. C. & B. A. S. Pereira. 2009. + 100 árvores do Cerrado – matas de galeria. Brasília, Ed. Rede de sementes do Cerrado.

Solórzano, A., J. R. R. Pinto, J. M. Felfili & J. V. Hay. 2012. Perfil florístico e estrutural do componente lenhoso em seis áreas de cerradão ao longo do bioma Cerrado. Acta Bot. Bras. 26 (2): 328-341.

Souza, V. C. & H. Lorenzi. 2008. Botânica Sistemática – Guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG II. 2 ed., Nova Odessa, Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Souza, P. B., A. L. Souza & J. A. A. Meira Neto. 2012. Estrutura diamétrica dos estratos e grupos ecológicos de uma área de Floresta Estacional Semidecidual, em Dionísio, MG. Rev. Árvore. 36(1): 151-160.

Publicado
18-09-2020
Como Citar
Anghinoni Bocchese, R., Fernandes, R. M., & Vilhalba Azeredo, S. R. (2020). Comunidade arbórea em cerradão na bacia do Rio Verde, Mato Grosso do Sul, Brasil. Revista De Biologia Neotropical / Journal of Neotropical Biology, 17(2), 91-102. https://doi.org/10.5216/rbn.v17i2.63042