Assinatura Florística de uma Área Úmida Prioritária para a Conservação no Leste do Brasil

Palavras-chave: brejo, Espírito Santo, Floresta Altântica, restinga

Resumo

Áreas úmidas fornecem inúmeros benefícios à sociedade, mas constituem ecossistemas extremamente ameaçados, principalmente quando associados aos grandes centros urbanos. A reconhecida escassez de pesquisa nesses ambientes é alarmante e deve ser considerada uma meta frente às mudanças climáticas. Aqui nós avaliamos a riqueza florística de uma área úmida do Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo. Nossos dados indicaram riqueza expressiva em relação a outras áreas úmidas do sudeste do Brasil. Paralelamente, uma comparação com outras áreas semelhantes indicou a formação de grupos influenciados por elementos típicos de áreas secas a sazonalmente secas que atingem a costa brasileira. Do ponto de vista regional, o Parque Estadual Paulo Cesar Vinha possui uma assinatura florística distinta provavelmente associada ao seu bom estado de conservação, servindo com uma métrica importante para avaliar outras áreas úmidas.  

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Biografia do Autor

Rodrigo Theofilo Valadares, Universidade Federal do Espírito Santo

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Vila Velha (2007), Mestrado em Biodiversidade e Biologia Evolutiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014) e Doutorado em Ciências Biológicas (Botânica) pelo Museu Nacional (UFRJ). Atualmente é pesquisador colaborador da Universidade Federal do Espírito Santo. Também executa o projeto "Flora do Estado do Espírito Santo - Araceae" e atua nas seguintes linhas de pesquisa: Florística, Taxonomia (Araceae) e Morfometria Geométrica.

Diogo Andrade Koski, Universidade Vila Velha

Graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e licenciatura) pela Associação Educacional de Vitória, AEV/FAESA e pós-graduação (lato sensu) em Educação de Jovens e Adultos pela Faculdade de Estudos Sociais Aplicados de Viana (FESAV). Atualmente é aluno de mestrado do programa de Pós-Graduação em Emergent technologies in Education na Miami University of Science and Technology - MUST Florida, USA. Atua na área de Educação, com ênfase em Educação Ambiental, ecoturismo, tecnologias educacionais, ensino de ciências e biologia, jogos digitais, informática educativa e processo de ensino/aprendizagem. Paralelamente realiza pesquisa com História Natural de anfíbios, répteis e aves neotropicais. É professor de ciências e biologia do ensino fundamental e médio na Secretaria de Estado de Educação - SEDU/ES, lotado na EEEFM "Jesus Cristo Rei".

Bruno Ferreira da Silva, Universidade Vila Velha

Bacharel em Ciências Biológicas (2007), Mestre em Ecologia de Ecossistemas (2009) pelo Centro Universitário de Vila Velha. Desenvolveu trabalhos na Área de Ecotoxicologia Aquática e Aquicultura com base em fisiologia de peixes e analises Bioquímicas.

Valderes Bento Sarnaglia Junior, Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Botânica na Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT/JBRJ). Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo em Licenciatura (2010) e Bacharelado (2011). Possui experiência em Fitossociologia e Levantamento Florístico. No momento está desenvolvendo pesquisas com a família Piperaceae na Floresta Atlântica.

Márcio Lacerda Lopes Martins, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas.

Graduação em CIÊNCIAS BIOLÓGICAS pela Universidade Federal do Espírito Santo (1993), mestrado em BOTÂNICA pela Universidade Federal de Viçosa (1997) e doutorado em Botânica pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2013). Atualmente é professor da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA. Atua principalmente com TAXONOMIA DO GÊNERO MANIHOT (EUPHORBIACEAE) e FLORÍSTICA DE ECOSSISTEMAS DO RECÔNCAVO BAIANO.

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Publicado
20-10-2020
Como Citar
Theofilo Valadares, R., Andrade Koski, D., Ferreira da Silva, B., Bento Sarnaglia Junior, V., & Lacerda Lopes Martins, M. (2020). Assinatura Florística de uma Área Úmida Prioritária para a Conservação no Leste do Brasil. Revista De Biologia Neotropical / Journal of Neotropical Biology, 17(2), 130-144. https://doi.org/10.5216/rbn.v17i2.62396