Ocorrência de potenciais agentes causadores de larva migrans em parques e praças públicas em Aparecida de Goiânia, Goiás, Brasil

Palavras-chave: larva migrans, helmintos, saúde pública

Resumo

O solo é uma importante via de transmissão de agentes etiológicos de zoonoses, dentre eles os parasitos. O objetivo deste estudo foi analisar amostras de solo de praças e/ou parques no município de Aparecida de Goiânia-GO, com o intuito de identificar parasitos responsáveis por causar larva migrans. Para isto, foram avaliadas 30 praças do município, com a coleta de três amostras em cada local. A análise parasitológica foi realizada com a técnica de Willis. Das 30 praças avaliadas, 11 (36.7%) estavam contaminadas com parasitos que podem causar larva migrans. Das 90 amostras, 14 (15%) foram positivas. A prevalência de ovos de Toxocara sp. foi de 12.2% e Ancilostomatídeos de 3.3%. O relato da presença destes parasitos em praças públicas fornece informações sobre a contaminação destes locais no município de Aparecida de Goiânia-GO e pode contribuir com o estímulo à implantação de medidas profiláticas que reduzam esses parasitos nas áreas de lazer.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Hânstter Hállison Alves Rezende, UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. CURSO DE BIOMEDICINA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, REGIONAL JATAÍ.
Biomédico pela PUC GOIÁS (2013) com habilitação em Patologia Clínica e Parasitologia, inscrito no CRBM-3: 5914. Licenciado em Ciências Biológicas pela UNICALDAS (2011). Mestre em Medicina Tropical e Saúde Pública na área de concentração em Parasitologia (2015). Doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública na área de concentração em Parasitologia (2018). Atualmente atua como professor de pós graduação das disciplinas de Interpretação de exames laboratoriais, infecções hospitalares, bioquímica clínica e parasitologia clínica. Biomédico Responsável Técnico pelo Laboratório de Hanseníase e Tuberculose, Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia. Possui experiência em Parasitologia clínica, Micobactérias, Biologia Molecular, Análises Clínicas, Diagnóstico Molecular, Saúde Pública, Gestão Laboratorial e Controle de Qualidade. Membro da Sociedade Brasileira de Parasitologia (SBP).

Referências

Alves, C. & V. Proença. 2012. Larva migrans cutânea – um caso de apresentação típica no viajante. Rev. Port. Med. Geral. e Fam. 28:136-138.

Borges, A. D., G. M. Tshibangu, C. G. P. Beyrodt & W. Barrella .2013. Presença de larva migrans em areas de lazer nas creches, escolas infantis municipais e praças públicas de Salto de Pirapora, SP. Rev Elet. Biol. 6(1):94–101.

Bortolatto, J. M., M. M. Sniegovski, T. S. Bernardi, L. B. Crippa & A. D. Rodrigues. 2017. Prevalence of parasites with zoonotic potential in soil from the main public parks and squares in Caxias do Sul, RS, Brazil. Rev. Patol. Trop. 46(1):85-93.

Bowman, D. D., S. P. Montgomery, A. M. Zajac, M. L. Eberhard & K. R. Kazacos. 2010. Hookworms of dogs and cats as agents of cutaneous larva migrans. Trends Parasitol. 26(4):162–167.

Brener, B., D. P. B. G. Mattos, P. R. Millar, E. K. N. Arashiro, V. Duque-Ferreira & A. P. Sudré. 2008. Estudo da contaminação de praças públicas de três municípios do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, por ovos e larvas de helmintos. Rev. Patol. Trop. 37(3):247–254.

Capuano, D. M. & G. M. Rocha. 2005. Environmental contamination by Toxocara sp. eggs in Ribeirão Preto, São Paulo State, Brazil. Rev. Inst. Med. Trop. Sao Paulo.47(4):223–226.

Carvalho, E. A. A. & R. L. Rocha. 2011. Toxocaríase: larva migrans visceral em crianças e adolescentes. J. Pediatria.87(2):100–110.

Farias, A. N. S., M. Silva, J. B. S. Oliveira, L. B. Rocha & K. R.

Santos. 2013. Diagnóstico de parasitos gastrointestinais em cães do município de Bom Jesus, Piauí. Rev. Acad. Ciências Agr. e Ambient.11(4):431–435.

Guimarães, A. M., E. G. L. Alves, G. F. Rezende & M. C. Rodrigues. 2005. Ovos de Toxocara sp. e larvas de Ancylostoma sp. em praça pública de Lavras, MG. Rev. Saude Publica. 39(2):293–295.

Gupta, M. 2016. Bullous cutaneous larva migrans – A case report. J Dermat. Dermatologic Surg. 20(1):65–66.

Hare, A. Q. & C. Franco-Paredes. 2014. Ocular Larva Migrans: A Severe Manifestation of an Unseen Epidemic. Curr. Trop. Med. Reports 1(1):69–73.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. 2017.

Júnior, A. L. F., K. B. S. Araújo & V. S. Medeiros. 2015. Ocorrência de parasitas com potencial zoonótico em fezes de cães coletadas em vias públicas da cidade de Natal. Rev. Hum. Ser. 1(1):52–59.

Leite, L. C. 2013. Ocorrência de ovos de endoparasitas em amostras de fezes de cães (Canis familiaris, Linnaeus, 1758) coletadas em vias públicas da cidade de Guarapuava–Paraná–Brasil. Ambiência.9(3): 619-626.

Mascarini-Serra, L. M. , C. A. Telles, M. S. Prado, S. A. Mattos, A. Strina, N. M. Alcantara-Neves & M. L. Barreto. 2010. Reductions in the prevalence and incidence of geohelminth infections following a city-wide sanitation program in a Brazilian Urban Centre. PLoS Negl Trop Dis. 4(2):e588.

Moro, F. C. B., J. B. Pradebon, H. T. Santos & E. Querol. 2008. Ocorrência de Ancylostoma spp. e Toxocara spp. em praças e parques públicos dos municípios de Itaqui e Uruguaiana, fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Bio. pampeana.6(1): 25-29.

Mota, A. F., V. Machado, S. P. Viegas, A. Emílio & M. Vicente. 2016. Toxocara canis, o passageiro clandestino de um voo... Nascer e Crescer. 2016;25(2): 113-117.

Novaes, M.T. & I. F. V. Martins. 2015. Avaliação de diferentes técnicas parasitológicas no diagnóstico de helmintoses caninas. Rev. Bras. Med. Vet., 37(1):71-76.

Oliveira, C. B., A. S. Silva & S. G. Monteiro. 2007. Ocorrência de parasitas em solos de praças infantis nas creches municipais de Santa Maria – RS, Brasil. Rev. da Fac. Zootec. Veterinária e Agron. 14(1):174-179.

Ribeiro, K. L., T. D. Freitas, M. C. Teixeira, F. A. P. Araújo & L. B. L. F. Mardini. 2013. Avaliação da ocorrência de formas parasitárias no solo de praças públicas do município de Esteio (RS). Ciência Anim. 11(1): 59-64.

Rodrigues, A. A. M., R. S. Corrêa, F. S. Souza, R. S. Lisbôa RS & R. O. Pessoa. 2014. Ocorrência de parasitos zoonóticos em fezes de caes em áreas públicas em duas diferentes comunidades na Reserva Desenvolvimento Sustentável do Tupé, Amazonas. Rev. Bras. Hig. e San. Anim. 8(3):138–146.

Santarem, V. A., L. L. C. Bin & M. C. A. Silva. 2012. Contaminação do solo por ovos de Toxocara spp. em assentamento rural de Mirante do Paranapanema, São Paulo, Brasil. Sem. Cie. Agr.33(4):1525–1530.

Santos, G. M., S. A. Silva, A. P. Barbosa & D. M. B. Campos. 2009. Investigação soroepidemiológica sobre a larva migrans visceral por Toxocara canis em usuários de serviços de saúde de Goiânia -Goiás. Rev. Pat. Trop. 38(3): 197-206.

Sommerfelt, I. E., N. Cardillo, C. López, M. Ribicich, C. Gallo & A. Franco. 2006. Prevalence of Toxocara cati and other parasites in cats’ faeces collected from the open spaces of public institutions: Buenos Aires, Argentina. Vet. Parasitol. 140(3–4):296–301.

Souza, F. D., T. L. Mamede-Nascimento & C. S. Santos. 2007. Encontro de ovos e larvas de helmintos no solo de praças públicas na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Rev. Patol. Trop. 36(3): 247-253.

Souza, R. F., V. C. C. Dattoli, L. R. Mendonça, J. R. Jesus, T. Baqueiro T, C. C. Santana, N. M. Santos, S. M. Barrouin-Melo & N. M. Alcantara-Neves . 2011. Prevalência e fatores de risco da infecção humana por Toxocara canis em Salvador, Estado da Bahia. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 44(4):516–519.

Tekely, E., B. Szostakiewicz, B. Wawrzycki, G. Kądziela-Wypyska, M. Juszkiewicz-Borowiec, A. Pietrzak & G. Choorowska. 2013. Cutaneous larva migrans syndrome: a case report. Adv Dermat.y Allergol. 2(4–6):119–21.

Willis, H. H. A. 1921. A Simple Levitation Method for the Detection of Hookworm Ova. Med. J. Aust. 8:375–376.

Publicado
17-09-2018
Como Citar
Monteiro, N., Gonçalves, C., Rodrigues, A., Oliveira, R., Lima, J., Avelar, J., Castro, A., & Alves Rezende, H. (2018). Ocorrência de potenciais agentes causadores de larva migrans em parques e praças públicas em Aparecida de Goiânia, Goiás, Brasil. Revista De Biologia Neotropical / Journal of Neotropical Biology, 15(2), 73-77. https://doi.org/10.5216/rbn.v15i2.51493
Seção
Artigos