Milton, Minas & Geraes: Uma cultura de resistência DOI 10.5216/o.v10i1.9676

Autores

  • Alberto Carlos de Souza Secretaria Municipal de Vitória/ES

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v10i1.9676

Palavras-chave:

Milton Nascimento, Música Popular Brasileira, Lugares de Memória

Resumo

Estudo que busca discutir os lugares de memória nas obras fonográficas “Minas” e “Geraes”, de Milton Nascimento, lançadas em 1975 e 1976, respectivamente; vistas pela crítica da época como as mais representativas do “movimento” Clube da Esquina. Tais obras foram engendradas num contexto em que o Brasil vivia um momento de forte repressão política, circunstância na qual Milton e seus parceiros percebem a oportunidade de, em “Minas” cantar para dentro, em suas raízes interioranas e, em “Geraes”, cantar para fora, ao incorporar à sua musicalidade elementos latino-americanos. “Minas” e “Geraes” têm o significado de serem “lugares sem frestas” - onde não há “desbunde”, muito pelo contrário, há exposição de resistência nos corpos, na paixão, nos sentimentos, na fé e na memória -, incapazes de serem tocados por um sistema cuja premissa era a total falta de sensibilidade para o humano e o universal.

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Biografia do Autor

Alberto Carlos de Souza, Secretaria Municipal de Vitória/ES

Mestre em História pela Universidade Salgado de Oliveira- UNIVERSO- Niterói/RJ. Professor de Arte da Secretaria Municipal de Vitória e Serra/ES.

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Publicado

07-09-2010

Como Citar

Souza, A. C. de. (2010). Milton, Minas & Geraes: Uma cultura de resistência DOI 10.5216/o.v10i1.9676. OPSIS, 10(1), 74–90. https://doi.org/10.5216/o.v10i1.9676

Edição

Seção

Dossiê A desconstrução do racismo na história do Brasil