Um relato experiencial sobre uma prática antropológica participativa com sete comunidades indígenas de Chiapas

Autores

  • Marta Morente Lopez Universidad Autònoma de Madrid

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36997

Palavras-chave:

Antropologia Aplicada, Etnografia, Reciprocidade, Reflexividade, Transformação.

Resumo

Ano 2011, Chiapas, México. Diversos agentes educacionais indígenas e assessores pedagógicos do projeto intitulado: Nueva educación Autónoma de los Pueblos Indígenas (NEAPI), observaram a necessidade de fazer uma avaliação desde o ponto de vista antropológico sobre o impacto sociocultural que a educação autônoma tinha originado nas comunidades desde seu começo no ano 1995. Para desenvolver essa avaliação, queriam ter o apoio de uma pessoa sensível à realidade indígena camponesa, que tivesse conhecimentos de antropologia aplicada e fosse capaz de trabalhar em conjunto com as pessoas de forma recíproca e mediante à transformação conjunta. Em forma de narração experiencial e muito pessoal, o seguinte artigo descreve a experiência de investigação-ação que desenvolvi em conjunto com pessoas do projeto, as transformações do trabalho de campo e a transformações conjuntas que vivenciamos entre as pessoas que me abriram suas comunidades. Do mesmo modo, e através de um relato, amparado mais em vivências do que no plano teórico, problematizarei os princípios metodológicos da Antropologia, pontuando a necessidade da abertura da mesma, assim como a importância de uma onda de reflexibilidade que parta dos pesquisadores, para levar ao exercício de uma ciência social descolonizada e, em cumplicidade, com os sujeitos com os que trabalhamos.

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Publicado

04-11-2016

Como Citar

Morente Lopez, M. (2016). Um relato experiencial sobre uma prática antropológica participativa com sete comunidades indígenas de Chiapas. OPSIS, 16(2), 316–326. https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36997

Edição

Seção

Dossiê Descolonizar as Ciências Humanas: campos de pesquisas, desafios analíticos e resistências Parte 2