Os museus antropológicos: do colonialismo ao multiculturalismo. debates e estratégias de adaptação diante dos novos desafios políticos, científicos e sociais

Autores

  • Iñaki Arrieta Urtizberea Universidad del País Vasco/Euskal Herriko Unibertsiteta
  • Xavier Roigé Universitat de Barcelona
  • Fabien Van Geert Universitat de Barcelona

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36932

Palavras-chave:

Colonialismo, Multiculturalismo, Museus de antropologia, Reinvenção museística

Resumo

O auge dos museus de antropologia na Europa e América do Norte foi desde a metade do século XIX até inícios do século XX. Sob o amparo do colonialismo, no aspecto político, e do evolucionismo cultural, no aspecto científico, muitos dos grandes museus de antropologia abriram as suas portas. No entanto, após a Segunda Guerra Mundial, as bases desse colonialismo começaram a ser questionadas nas grandes metrópoles e nas colônias e, muitas delas tinham iniciado o caminho da independência. Tudo isso permitiu que os museus de antropologia entrassem em crise e começassem a se reinventar, eliminando ou minimizando toda expressão colonialista, tentando resignificar os objetivos originários dos espólios perpetrados em décadas anteriores e se adequando, além disso, a sociedades cada vez mais multiculturais. Desse modo, o objetivo deste artigo é descrever e analisar as diferentes estratégias desenvolvidas por esses museus de antropologia no processo de reinvenção. Centramo-nos nas novas propostas museugráficas e de ressignificação dos objetos coloniais e na participação das comunidades colonizadas em décadas anteriores, ou de seus descendentes na instituição museística ou em suas propostas museógrafas.

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Biografia do Autor

Iñaki Arrieta Urtizberea, Universidad del País Vasco/Euskal Herriko Unibertsiteta

Departamento de Filosofía de los Valores y Antropología Social de la Universidad del País Vasco

Xavier Roigé, Universitat de Barcelona

Departamento de Antropología Cultural y de Historia de América y África de la Universitat de Barcelona

Fabien Van Geert, Universitat de Barcelona

Departamento de Antropología Cultural y de Historia de América y África de la Universitat de Barcelona

Publicado

04-11-2016

Como Citar

Arrieta Urtizberea, I., Roigé, X., & Van Geert, F. (2016). Os museus antropológicos: do colonialismo ao multiculturalismo. debates e estratégias de adaptação diante dos novos desafios políticos, científicos e sociais. OPSIS, 16(2), 342–360. https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36932

Edição

Seção

Dossiê Descolonizar as Ciências Humanas: campos de pesquisas, desafios analíticos e resistências Parte 2