A área patrimonial de Riotinto a partir de uma perspectiva decolonial: o que aconteceu com as hortas mineiras do período colonial britânico (1873-1954)?

Autores

  • Francisco Javier González Herrero Centro de Interpretación Etnológico Matilde Gallardo Universidad de Huelva

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36692

Palavras-chave:

Patrimônio, Virada decolonial, Riotinto, Andalucía

Resumo

Antes da chegada do consistório britânico ao Riotinto (Huelva) em 1873, a aldeia de La Mina era a mais próxima da exploração mineira, posteriormente e devido ao avanço dos trabalhos de extração desapareceu. Se a empresa britânica iniciou a destruição do povoado original de Riotinto, também deu início à construção do que hoje é a Mina de Riotinto. A circunvizinhança narra que desde o ano 2012, com a categoria de proteção da Área Patrimonial, essa denominação se concede a aqueles lugares de amplitude territorial e diacrônica de elementos significativos. A etapa britânica foi a chave para a aquisição da citada categoria patrimonial, de forma que o reconhecido legado britânico de Riotinto é isso, britânico, sua arquitetura, métodos de exploração, melhorias sociais e comunicações, são os que na atualidade têm tornado as estruturas municipais de El Campillo, Minas de Riotinto e Nerva em Área Patrimonial. Nem os trabalhos desenvolvidos desde a perspectiva antropológica e, menos ainda os de outras disciplinas, têm desenvolvido leituras da realidade social local desde a “outreidade”, parece como se a comunidade mineira, além de mineira, não fosse nada. As leituras desde a perspectiva antropológica se enquadram em metodologias neocoloniais como a identidade mineira, a transformação do território devido à exploração mineira, os conflitos entre patrão e mineiro ou o suprimento do trabalho do mineiro. O sobredimensionamento do único signo de identidade tem reduzido a riqueza cultural de toda uma comunidade ao que a modernidade definiu a partir do individualismo, formalismo, capitalismo e industrialismo.

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Biografia do Autor

Francisco Javier González Herrero, Centro de Interpretación Etnológico Matilde Gallardo Universidad de Huelva

Responsable del Centro de Interpretación Etnológico Matilde Gallardo

Publicado

04-11-2016

Como Citar

González Herrero, F. J. (2016). A área patrimonial de Riotinto a partir de uma perspectiva decolonial: o que aconteceu com as hortas mineiras do período colonial britânico (1873-1954)?. OPSIS, 16(2), 361–378. https://doi.org/10.5216/o.v16i2.36692

Edição

Seção

Dossiê Descolonizar as Ciências Humanas: campos de pesquisas, desafios analíticos e resistências Parte 2