Combates alencarianos pela descolonização literária e cultural brasileira

Autores

  • Valdeci Rezende Borges Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão, Catalão, GO, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v16i1.36243

Palavras-chave:

José de Alencar, projeto e prática literários, descolonização cultural, lutas simbólicas, recepção crítica

Resumo

Busca-se abordar neste artigo, a prática intelectual do escritor romântico brasileiro José de Alencar, atendo-se à sua proposta, e à defesa desta, de construção de uma escrita literária como instrumento político para firmar a independência política e forjar a descolonização cultural brasileira ante a ex-metrópole, Portugal. Foca-se no campo das ideias, do exercício intelectual e das lutas de representações, no qual Alencar inseria-se nas décadas de 1850, 60 e 70, combatendo em defesa de sua prática literária, bem como de alguns escritores brasileiros a ela afeitos, em geral, em diálogo com a recepção crítica acerca desta produção por seus pares, aliados ou opositores, os últimos atrelados à perspectiva lusitana. Perscruta-se ainda sobre o lugar ocupado e desempenhado pela língua portuguesa e um estilo próprios nesse fazer. Assim volta-se a esse campo de embates ao redor de uma produção literária calcada em linguagem e estilo brasileiros e escrita em língua portuguesa abrasileirada por seus falantes do lado de cá do Atlântico, como estratégia de luta pela descolonização literária e cultural brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Valdeci Rezende Borges, Universidade Federal de Goiás/Regional Catalão, Catalão, GO, Brasil

Prof. Associado II, do Instituto de História e Ciências Sociais, Programa de Pós-graduação Mestrado Profissional em História

Downloads

Publicado

23-08-2016

Como Citar

Borges, V. R. (2016). Combates alencarianos pela descolonização literária e cultural brasileira. OPSIS, 16(1), 153–170. https://doi.org/10.5216/o.v16i1.36243

Edição

Seção

Dossiê Descolonizar as Ciências Humanas: campos de pesquisas, desafios analíticos e resistências Parte 1