Póscolonialismo na Antiguidade: Druidas nos Discursos Coloniais Romanos

Autores

  • Nelson de Paiva Bondioli North-West University

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v16i1.35805

Palavras-chave:

Póscolonialismo, Antiguidade, Druidas, Celtas, Roma

Resumo

O presente artigo propõe, em primeiro lugar, uma discussão teórica que aborde a legitimidade do emprego do termo póscolonial para um período histórico pré-descobrimento da América, tido como o marco zero do colonialismo. Nesse sentido, apresenta-se o argumento de que é crucial romper com a produção atual sobre o tema, demonstrando que no período da Antiguidade, em especial do Império Romano, existe não apenas a viabilidade, mas a necessidade de se trabalhar com essa teoria. Dessa forma, apresenta-se uma abordagem póscolonial aos problemas ligados à leitura e interpretação de determinados aspectos da relação entre Romanos e os povos Celtas da Gália, especificamente no que diz respeito ao sacerdócio Celta. Essa relação é marcada por posições ambivalentes dos autores clássicos que simultaneamente elogiam e condenam os druidas, sendo esses objetos de desejo e de desprezo. O objetivo desse estudo é entender essa contradição nas imagens dos druidas e sua relação com contexto maior das práticas coloniais Romanas.

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Biografia do Autor

Nelson de Paiva Bondioli, North-West University

Doutor em História pela UNESP/Assis Post-Doctoral Fellow at NWU - School of Ancient Language and Text Studies.

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Publicado

2016-08-23

Como Citar

BONDIOLI, N. de P. Póscolonialismo na Antiguidade: Druidas nos Discursos Coloniais Romanos. OPSIS, Goiânia, v. 16, n. 1, p. 202–218, 2016. DOI: 10.5216/o.v16i1.35805. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/Opsis/article/view/35805. Acesso em: 16 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Descolonizar as Ciências Humanas: campos de pesquisas, desafios analíticos e resistências Parte 1