Telenovela: um elemento do cotidiano como fonte de aprendizagem histórica DOI10.5216/o.v15i1.34723

Autores

  • Julia Silveira Matos Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS
  • Elisabete Zimmer Ferreira Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v15i1.34723

Palavras-chave:

Telenovela, Aprendizagem histórica, Coronelismo, Clientelismo

Resumo

Realizamos uma pesquisa exploratória com o objetivo de analisar a telenovela “Gabriela” como um elemento massificador de aprendizagem histórica em relação à temática coronelismo/clientelismo. Utilizamos o estudo de casos múltiplos como método, sustentado nas técnicas de entrevista e de analise de conteúdo. Obtivemos a construção dos seguintes saberes: 1) Poder, mando e submissão, 2) O coronel e sua gente, 3) Fragmentação do sistema, 4) Violência, 5) Política: clientelismo e alianças. Concluímos que os saberes construídos mostraram-se interligados nas falas dos participantes, com especial destaque ao mando e à questão eleitoral. Além disso, os participantes compreenderam a telenovela como uma representação do passado, entenderam as diferenças temporais entre o presente e as cenas exibidas em Gabriela e processaram as operações mentais da experiência, interpretação e orientação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Julia Silveira Matos, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS

Professora Adjunto III, Coordenadora do Programa de Pós-graduação em História da FURG,

Referências

BARBALHO, A. Os modernos e os tradicionais: cultura política no Ceará contemporâneo. Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 12, n. 22, p. 27-42, 2007.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BOBBIO, N; MATTEUCCI, N; PASQUINO, G. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand, 1998.

BRASIL. Lei nº 8.009, de 29 de março de 1990. Medida provisória nº 143, de 8 de março de 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8009.htm>. Acesso em: 10 maio 2012.

BURKE, P. História e teoria social. 3. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2012.

FAORO, R. Os donos do poder: formação do patronato brasileiro. 5. ed. São Paulo: Globo, 2012.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA [IBGE]. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: Síntese de Indicadores de 2009. Rio de Janeiro, 2013.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto: o município e regime representativo no Brasil. 7. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

MARTINS, G. A. Estudo de caso: uma reflexão sobre a aplicabilidade em pesquisas no Brasil. Revista de Contabilidade e OrganizacõesOrganizações, v. 2, n. 2, p. 08-18, 2008.

MARTINS, E. C. R. Aprendizagem histórica: desafio e projeto. In: RÜSEN, J. Aprendizagem histórica: fundamentos e paradigmas. Curitiba: W.A. Editores, 2012.

PIERANTI, O. P. A radiodifusão e os coronéis da mídia: uma discussão conceitual acerca do “coronelismo eletrônico”. ECO-PÓS, v. 11, n. 1, p. 128-145, jan./jul. 2008.

QUEIRÓZ, M. I. P. O coronelismo numa interpretação sociológica. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (Org.). História Geral da Civilização Brasileira. O Brasil Republicano: Estrutura de poder e economia (1889-1930 ). Tomo III, v. 1, São Paulo: Difel, 1975.

RÜSEN, J. Aprendizado histórico. In: SCHMIDT, M. A.; BARCA, I.; MARTINS, E. R. Jörn Rüsen e o ensino de história. Curitiba: Ed. UFPR, 2010.

______. Aprendizagem histórica: fundamentos e paradigmas. Curitiba: W.A. Editores, 2012

SANTOS, S.; CAPPARELLI, S. Coronelismo, radiodifusão e voto: a nova face de um velho conceito. In: BRITTOS, Valério Cruz; BOLAÑO, César Ricardo Siqueira (Org.). Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia. 1. ed. São Paulo: Paulus, v. 1, p. 77-101, 2005.

SCHIMIDT, M. A. Literacia histórica: Um desafio para educação histórica no século XXI. Historia & Ensino, Londrina, v. 15, p. 09-22, 2009.

SILVA, R. B. V. Coronelismo e banditismo no sul de Mato Grosso: uma análise sobre a violência costumeira em Sant'ana de Paranaíba, 2010. Disponível em: <http://www.cptl.ufms.br/hist/ndhist/Anais/Anais%202010/Aceitos%20em%20ordem%20alfabetica/Rodolfo%20Batista%20VALERIO%20da%20SILVA.pdf>.

Acesso em: 21 jul. 2014.

THOMPSON, J. B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

______. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

TONON, J. B. Recepção de telenovelas: identidade e representação da homossexualidade. Um estudo de caso da novela “mulheres apaixonadas. 2005. 179f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2005.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

Downloads

Publicado

02-04-2015

Como Citar

Matos, J. S., & Ferreira, E. Z. (2015). Telenovela: um elemento do cotidiano como fonte de aprendizagem histórica DOI10.5216/o.v15i1.34723. OPSIS, 15(1), 117–135. https://doi.org/10.5216/o.v15i1.34723

Edição

Seção

Dossiê Ensino de História e formação docente: pesquisas sobre o Ensino de História