“Um Nelore para não sair de uma Briga”: a cultura da Valentia em Goiás

Autores

  • Eliézer Cardoso Oliveira Universidade Estadual de Goiás (UEG), Anapólis, GO
  • Eduardo Gusmão de Quadros Universidade Estadual de Goiás (UEG), Anapólis, GO Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO), Goiânia, GO

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v15i2.33964

Palavras-chave:

Ética da Valentia, Identidade Cultural, Literatura Regionalista

Resumo

Este artigo parte do pressuposto de que a valentia é um forte componente da identidade cultural goiana. Pela especificidade da sua formação histórica, a partir da conquista bandeirante e escravização dos indígenas em meio a um ambiente rural, longe dos tentáculos do estado, Goiás valorizou os elementos associados à violência. No entanto, a valentia goiana não é clássica, como o modelo do duelo face a face presente no livro Ermitão de Muquém. A valentia goiana é legitimada pela tocaia, pela coragem de matar, exemplificada nas obras dos mais conhecidos autores regionalistas, como Bernardo Élis, Hugo de Carvalho Ramos, Bariani Ortêncio, dentre outros.

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Biografia do Autor

Eliézer Cardoso Oliveira, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Anapólis, GO

Professor do curso de História e do Mestrado em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado, da UEG, em Anápolis

Eduardo Gusmão de Quadros, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Anapólis, GO Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO), Goiânia, GO

Doutor em História pela Universidade de Brasília. Professor da > Universidade Estadual de Goiás e da Pontifícia Universidade Católica de > Goiás.

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Publicado

19-12-2015

Como Citar

Oliveira, E. C., & Quadros, E. G. de. (2015). “Um Nelore para não sair de uma Briga”: a cultura da Valentia em Goiás. OPSIS, 15(2), 479–492. https://doi.org/10.5216/o.v15i2.33964