Olhares de gênero na perspectiva escolar

Autores

  • Ana Carolina Eiras Coelho Soares Universidade Federal de Goiás/Regional Goiânia, Goiânia, GO

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v15i2.33782

Palavras-chave:

Educação, Gênero, Preconceito

Resumo

O presente artigo busca problematizar o uso do conceito de gênero na sala de aula, suas dificuldades de aceitação pelos pares no ensino de História e questionar sua importância para a própria disciplina História na escola. O conceito de relações de gênero se consolida em meio às lutas e reivindicações feministas por igualdade e direitos, com o apoio da História Cultural e Social e vem sendo amplamente discutido no meio acadêmico, abrangendo inclusive não apenas a História, mas também outras áreas como, por exemplo, a Geografia e a Sociologia. Entretanto, apesar de todo o debate, ainda são tímidos e ineficazes os esforços que visem a ampliar essas discussões para a sociedade que insiste em manter posturas e visões essencialistas, simplistas e segregacionistas quando o assunto é ser homem ou ser mulher, principalmente pelo corpo docente nas escolas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Carolina Eiras Coelho Soares, Universidade Federal de Goiás/Regional Goiânia, Goiânia, GO

Possui doutorado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2009), mestrado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003), especialização em Psicopedagogia pela UCAM (2008) e graduação em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2001). Atualmente possui é coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa de Gênero da Faculdade de História/UFG, coordenadora do GT regional de Gênero da ANPUH- Goiás, Professora do Programa de Pós-Graduação em História-UFG e Professora Adjunta da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de História, com ênfase em estudos sobre a imprensa, literatura e o código civil brasileiro, atuando principalmente nos seguintes temas: história cultural, gênero, mulheres, século XIX, José de alencar e Brasil.

Referências

BADINTER, Elisabeth. Um Amor Conquistado. O mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

BENTO, Berenice. Entrevista. Revista Cult, São Paulo, 193, set. 2014.

BESSA, Karla Adriana M. Gender Trouble: outra perspectiva de compreensão do gênero. Cadernos Pagu. Campinas, n. 4, 1995.

FOUCAULT, Michel. A História da Sexualidade. Rio de Janeiro: Graal. Biblioteca de Filosofia e História das Ciências, s/d.

_____. Microfísica do poder. São Paulo. Paz e Terra, 2014.

_____. O governo de si e dos outros. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

_____. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

_____. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 2004.

GALVÃO, Walnice Nogueira Galvão e GOTLIB, Nádia Battella Gotlib (Org.) Prezado senhor, Prezada Senhora. Estudos sobre cartas. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

KOFES, Suely. Categorias analíticas e empíricas: gênero e mulher; disjunções, conjunções e mediações. Cadernos Pagu. Campinas, n. 1, 1993.

LOURO, Guacira Lopes (Org.). O Corpo Educado. Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

MACHADO, Lia Z. Gênero, um novo paradigma? Cadernos Pagu. Campinas, n. 11, 1998.

MAGALHÃES, Sonia Maria de. A escrita da História em Goiás nos últimos 50 anos. In: GLEIZER, Raquel. Do passado para o futuro: edição comemorativa dos 50 anos da ANPUH. São Paulo: Contexto, 2011, p. 125-144.

MATOS, Maria Izilda. Do público para o privado: redefinindo espaços e atividades femininas. Cadernos Pagu. Campinas, n. 4, 1995.

_____. Estudos de Gênero: percursos e possibilidades na historiografia contemporânea. Cadernos Pagu, Campinas, (11) 1998.

MORAES, Maria Lygia Quartim de. Usos e limites da categoria gênero. Cadernos Pagu. Campinas, n. 11, 1998.

MORENO, Montserrat. Como se Ensina a Ser Menina. O sexismo na escola. São Paulo/Campinas: Moderna/UNICAMP, 1999.

NICHOLSON, Linda. Interpretando o gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, Vol. 8, n. 2, 2000, pp. 9-41.

PEDRO, Joana M. e PINSKY, Carla Bassanezy (Org.). Nova História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.

PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.

RAGO, Margareth. Descobrindo historicamente o gênero. Cadernos Pagu. Campinas, n. 11, 1998.

SCOTT, Joan W. Os usos e abusos do gênero. Tradução: Ana Carolina Eiras Coelho Soares. Projeto História, São Paulo, n. 45, dez. 2012. pp. 327-351.

_____. A cidadã paradoxal. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2002.

_____. Gênero: uma categoria útil para análise histórica. Recife: SOS CORPO, 1991.

TILLY, Louise A. Gênero, história das mulheres e história social. Cadernos Pagu. Campinas, n. 3, 1994.

WEEKS, Jeffrey. O corpo e a sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). O Corpo Educado. Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

Downloads

Publicado

19-12-2015

Como Citar

Soares, A. C. E. C. (2015). Olhares de gênero na perspectiva escolar. OPSIS, 15(2), 344–355. https://doi.org/10.5216/o.v15i2.33782

Edição

Seção

Dossiê: Relações de gênero, História, Educação e Epistemologias feministas: O Centro-Oeste em debate