A rivalidade Brasil-Argentina e a Guerra Fria DOI10.5216/o.v14iespecial.30385

Autores

  • Carlos Eduardo Vidigal Universidade de Brasília, Brasília, DF

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v14iEspecial.30385

Palavras-chave:

Guerra Fria, relações Brasil-Argentina, peronismo, anti-peronismo, América do Sul

Resumo

Peronismo e anti-peronismo definiram o padrão da rivalidade Brasil-Argentina no contexto do início da guerra fria. Inúmeros documentos diplomáticos brasileiros – ofícios, despachos, memorandos, telegramas – datados dos anos de 1946 a 1948 apresentavam em seus títulos temas como “infiltração argentina no Sul do Brasil”, “expansionismo político da Argentina”, “política expansionista da Argentina”, etc. Pode-se afirmar que o anti-peronismo consolidou-se em setores dirigentes do país, por meio de uma política que ultrapassava, de algum modo, o próprio peronismo. Por exemplo, a ideia de que a Argentina procurava expandir sua área de influência na América do Sul remonta, pelo menos ao período anterior a segunda grande guerra. Assim, a identificação da forma como se construiu o anti-peronismo no Brasil permite avaliar mais especificamente que interesses e quais setores alimentaram visões contrárias ao diálogo bilateral.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Vidigal, Universidade de Brasília, Brasília, DF

Doutor em Relações Internacionais e professor do Departamento de História da Universidade de Brasília

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Publicado

16-03-2015

Como Citar

Vidigal, C. E. (2015). A rivalidade Brasil-Argentina e a Guerra Fria DOI10.5216/o.v14iespecial.30385. OPSIS, 14(Especial), 185–204. https://doi.org/10.5216/o.v14iEspecial.30385

Edição

Seção

Dossiê América Latina no contexto da Guerra Fria