Negociando a dependência: relações militares Brasil-Estados Unidos no início da Guerra Fria DOI10.5216/o.v14iespecial.30364

Autores

  • Eduardo Svartman Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v14iEspecial.30364

Palavras-chave:

Guerra Fria, Relações Brasil Estados Unidos, Forças Armadas

Resumo

Durante a Guerra Fria, os laços estabelecidos entre as forças armadas dos Estados Unidos e os militares de sues aliados em diferentes regiões do mundo foi elemento importante tanto da estratégia anticomunista de Washington quanto da projeção deste país em áreas até então influenciadas pelas potências europeias. O artigo argumenta que o Brasil foi um caso ilustrativo deste processo, no qual apesar da profunda dependência e alinhamento, essas relações militares não foram lineares nem desprovidas de conflitos. O caráter instrumental conferido pelo Brasil a essas relações e a coincidência apenas parcial de objetivos entre os dois países fez com que, em determinadas ocasiões, os militares brasileiros procurassem renegociar a dependência. O impacto político dessa interação proporcionou a criação de espaços de formulação ideológica e de articulação política, polarizou a oficialidade em torno de temas como exploração de petróleo e participação na Guerra da Coreia e reforçou disposições para o protagonismo na política interna.

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Publicado

16-03-2015

Como Citar

Svartman, E. (2015). Negociando a dependência: relações militares Brasil-Estados Unidos no início da Guerra Fria DOI10.5216/o.v14iespecial.30364. OPSIS, 14(Especial), 160–184. https://doi.org/10.5216/o.v14iEspecial.30364

Edição

Seção

Dossiê América Latina no contexto da Guerra Fria