Livros didáticos e Estado Novo: um projeto ideológico DOI10.5216/o.v14i2.30213

Autores

  • Fernanda Alves da Silva Oliveira Mestranda do Programa do Pós-Graduação Strictu Sensu em Territórios e Expressões Culturais do Cerrado ela UEG
  • Poliene Soares dos Santos Bicalho Doutora em História Social/Docente da UnUCSEH-UEG. Atualmente desenvolve pesquisa de Pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Antropologia Social, da Universidade de Brasília (UnB).

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v14i2.30213

Palavras-chave:

Políticas públicas, livros didáticos, diversidades étnica e cultural.

Resumo

Este artigo procura refletir sobre o lugar da diversidade étnica e cultural diante das políticas educacionais voltadas para a nacionalização da educação e a sua interferência nos conteúdos dos livros didáticos durante o Estado Novo. Este período é marcado por intervenções significativas na educação, com a promoção de ações que visam ampliar o domínio do Estado no setor. É nesse âmbito que nasce a Comissão Nacional do Livro Didático, que tem por objetivo fiscalizar o conteúdo ideológico e metodológico dos manuais escolares. Procuraremos demonstrar como o setor educacional foi importante para legitimar o poder do então presidente Getúlio Vargas. No entanto, o panorama vivenciado na era Vargas foi desfavorável às diversas formas de expressões étnicas e culturais existentes no Brasil, diante do reflexo de uma educação que hierarquizava os conteúdos escolares e detinha uma posição ideológica marcada pela consolidação da ideia de unidade nacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Alves da Silva Oliveira, Mestranda do Programa do Pós-Graduação Strictu Sensu em Territórios e Expressões Culturais do Cerrado ela UEG

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Goiás (2012). Atualmente é mestranda em Territórios e Expressões Culturais do Cerrado (TECCER) pela Universidade Estadual de Goiás. Atua em pesquisas com temas voltado ao estudo da História da educação, Livros didáticos e História indígena.

Poliene Soares dos Santos Bicalho, Doutora em História Social/Docente da UnUCSEH-UEG. Atualmente desenvolve pesquisa de Pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Antropologia Social, da Universidade de Brasília (UnB).

Possui graduação em História pela Universidade Federal de Goiás (2000); mestrado em História pela Universidade Federal de Goiás (2003); e doutorado em História Social pela Universidade de Brasília (2010). Atualmente é professora titular da Universidade Estadual de Goiás. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil e das Américas, atuando principalmente com os seguintes temas: Historia do Brasil, História Indígena, Brasil Império, Brasil República, História Politica, Antropologia Histórica. É professora do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Territórios e Expressões Culturais do Cerrado, na Unidade Universitária de Ciências Sócio-econômicas e Humanas da UEG.

Downloads

Publicado

29-10-2014

Como Citar

Oliveira, F. A. da S., & Bicalho, P. S. dos S. (2014). Livros didáticos e Estado Novo: um projeto ideológico DOI10.5216/o.v14i2.30213. OPSIS, 14(2), 202–220. https://doi.org/10.5216/o.v14i2.30213

Edição

Seção

Dossiê História, Sociedade e Práticas Educativas