Parenética e profissão de religiosas em seiscentos: a glorificação da vida fora do século DOI 10.5216/o.v13i2.25472

Autores

  • Isabel M. R. Mendes Drumond Braga Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v13i2.25472

Palavras-chave:

Feminino, Sermonística, Século XVII

Resumo

Os sermões têm sido estudados em perspectivas diversificadas, nomeadamente do ponto de vista da literatura e na óptica da história. Sobre a matéria produzida no século XVII, pretende avaliar-se de que modo os pregadores entenderam a profissão no feminino e que propósitos serviram 7 sermões proferidos nesta época, em Portugal. Sendo o estado religioso considerado superior aos de solteira, casada ou viúva, isto é, sendo a virgindade e a castidade revalorizadas no Concílio de Trento, parece plausível que o abandono voluntário do século fosse objecto de exaltação por parte de leigos e de eclesiásticos. Neste contexto, a parenética em análise passa pelo louvor dos votos feitos pelas religiosas e pelo regozijo que estas deveriam sentir em deixar o mundo. A exaltação das diferentes ordens e dos conventos em que ingressaram e as reflexões acerca dos nomes que adoptaram estiveram igualmente presentes. Estas temáticas abordadas pelos pregadores foram sintetizadas por frei Jorge de Carvalho, durante a profissão de Soror Ana Maria, quando anunciou o que se podia esperar do seu sermão: “os louvores de Santa Ana, os votos da nossa professa, as grandezas do sacramento, as excelências das religiosas que a recebem, do padre São Francisco que a admite e da juíza que a festeja. Vá cada um tomando o que lhe couber do banquete, que como o juízo reparte as iguarias, o entendimento as receba”.Assim, pretende avaliar-se de que modo os pregadores entenderam a profissão no feminino e que propósitos serviram estes sermões. Os sete sermões em estudo foram publicados entre 1664 e 1699.

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Publicado

16-02-2014

Como Citar

Braga, I. M. R. M. D. (2014). Parenética e profissão de religiosas em seiscentos: a glorificação da vida fora do século DOI 10.5216/o.v13i2.25472. OPSIS, 13(2), 419–447. https://doi.org/10.5216/o.v13i2.25472

Edição

Seção

Artigos