Igreja e Estado nas Minas setecentistas: as festividades e a afirmação do poder régio DOI 10.5216/o.v13i2.23434

Autores

  • Renato Silva Dias Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, MG
  • Jeaneth Xavier Araújo Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, MG

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v13i2.23434

Palavras-chave:

Igreja, Estado, poder, festas

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir o uso político das festas nas Minas setecentistas, notadamente as alusivas às comemorações de nascimentos, casamentos, exéquias régias, e do Triunfo Eucarístico como forma de afirmação do poder monárquico na capitania das Minas do Ouro. Não que as festas não pudessem ser “lidas” de outras maneiras pela população, pois como espaços de ambiência múltipla, essas poderiam ser reinterpretadas pelos seus habitantes, notadamente pelos escravos africanos, que as liam segundo seus padrões culturais. Contudo, nota-se por parte da coroa – através da ritualização, do uso de símbolos políticos, das encenações do poder e da manutenção da hierarquia social nos cortejos – o desejo de afirmação dos laços de dependência e submissão dos vassalos ao rei, e de construção da imagem do monarca como pai, cabeça do reino, aspecto imprescindível à cultura política do Antigo Regime. Acredita-se que a monarquia lusitana se utilizou da política dos afetos na capitania das Minas do Ouro como forma de produzir o que Ansart definiu como “sentimentos políticos conformes”, ou seja, uma relação de dependência, de aproximação da população ao rei, fazendo-os aceitar o seu poder. As comemorações de festas régias demonstram a construção dessa relação simbólica, e política, entre a coroa e a população residente no planalto mineiro setecentista.

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Biografia do Autor

Renato Silva Dias, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, MG

Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (1998) e doutorado em História pela UFMG (2004). Atualmente é professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Atua na graduação e no programa de pós-graduação stricto sensu (Mestrado) em História da Unimontes, onde atualmente orienta dissertações de mestrado. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna, História da América Portuguesa, Teoria e Metodologia da História e História das Idéias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: América portuguesa, sistemas escravistas nas Américas, religião, sertão e escravidão nas Minas Setecentistas. É bolsista BIPDT da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG.

Jeaneth Xavier Araújo, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, MG

É Doutora em História (História Social da Cultura) pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG / 2010, Mestre em História (História Social da Cultura), UFMG / 2003, Especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto UFOP / 2001, possui Curso de Aperfeiçoamento em Arquivologia pela Faculdade de Ciência da Informação da UFMG / 1999, Bacharel em História, UFMG / 1996, concluiu ainda Licenciatura Plena em História, UFMG / 1994. Desde 2005 é professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, atuando na graduação e a partir de 2011 no Programa de Pós-Graduação (Stricto Sensu, Nível Mestrado) em História, PPGH/Unimontes . Bolsista BIPDT - FAPEMIG 2012 / 2013.

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Publicado

16-02-2014

Como Citar

Dias, R. S., & Araújo, J. X. (2014). Igreja e Estado nas Minas setecentistas: as festividades e a afirmação do poder régio DOI 10.5216/o.v13i2.23434. OPSIS, 13(2), 348–371. https://doi.org/10.5216/o.v13i2.23434

Edição

Seção

Artigos