Honestos, trabalhadores, desordeiros e viciados: os jogos discursivos sobre masculinidades nos processos criminais no Paraná dos anos 1950 DOI 10.5216/o.v13i2.23201

Autores

  • Kety Carla De March Universidade Federal do Paraná, Londrina, PR

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v13i2.23201

Palavras-chave:

Gênero, Subjetividades, Masculinidades, Violência.

Resumo

A subjetividade é o conjunto de “práticas de si” vivenciadas pelos sujeitos no seu constante fazer-se. Analisar o processo de subjetivação, a partir das representações do feminino e do masculino, possibilita verificar os jogos que atuam enquadrando e empurrando para a margem os indivíduos a partir desse binômio e as formas de assujeitamento dos sujeitos a esses modelos. Masculinidades e feminilidades engendram-se a partir de representações e operam na especificidade da subjetividade de cada indivíduo ou grupo social. Analisamos nesse artigo as forças construtoras das masculinidades, a partir da categoria analítica de gênero. E, assim, buscamos compreender como se formavam as subjetividades masculinas quando do encontro com a excepcionalidade da violência e o poder da Justiça, na documentação produzida pelo sistema criminal nos anos 1950 no Paraná, tendo como fonte os processos criminais envolvendo violência de gênero. Utilizamos uma metodologia que possibilita a construção dos perfis dos envolvidos nessas relações de violência física e que auxilia na compreensão dos processos de subjetivação observados nas falas construídas por esses sujeitos históricos.

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Biografia do Autor

Kety Carla De March, Universidade Federal do Paraná, Londrina, PR

Mestre e Doutoranda em História pela Universidade Federal do Paraná - UFPR.

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Publicado

16-02-2014

Como Citar

De March, K. C. (2014). Honestos, trabalhadores, desordeiros e viciados: os jogos discursivos sobre masculinidades nos processos criminais no Paraná dos anos 1950 DOI 10.5216/o.v13i2.23201. OPSIS, 13(2), 84–105. https://doi.org/10.5216/o.v13i2.23201

Edição

Seção

Dossiê Masculinidades