O Uruguai entre armas e urnas: as relações dos Tupamaros com a Frente Ampla no princípio dos anos 1970

Autores

  • André Lopes Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v12i2.18308

Palavras-chave:

Uruguai, Frente Ampla, Tupamaros, luta armada

Resumo

As eleições presidenciais de 1971 no Uruguai aconteceram em meio a um cenário de crise institucional e política. O governo autoritário de Jorge Pacheco Areco, bem como a violência armada do Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros, levaram a sociedade uruguaia a uma polarização ideológica sem precedentes na recente história do país. Nesse contexto, a Frente Ampla, coalizão de partidos e grupos de esquerda, surgiu condenando tanto as medidas discricionárias do Executivo quanto a luta armada, propondo uma saída democrática e legal para a situação. Apesar disso, a aliança manteve vínculos clandestinos com a guerrilha, constituindo assim uma relação delicada e conflituosa, pois em seu discurso oficial defendia o acesso ao poder através do voto e o respeito à constituição, mas vários de seus integrantes, como o Partido Comunista e o Movimento de Independentes 26 de Março, dialogavam com o grupo armado criando uma situação de ambiguidade para a organização.

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Biografia do Autor

André Lopes Ferreira

Doutor em História pela Univ Estadual Paulista - UNESP.

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Publicado

2012-12-20

Como Citar

LOPES FERREIRA, A. O Uruguai entre armas e urnas: as relações dos Tupamaros com a Frente Ampla no princípio dos anos 1970. OPSIS, Goiânia, v. 12, n. 2, p. 308–325, 2012. DOI: 10.5216/o.v12i2.18308. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/Opsis/article/view/18308. Acesso em: 16 maio. 2022.