ESTRUTURA GENÉTICA DE POPULAÇÕES DE ESPÉCIES ARBÓREAS NATIVAS DO CERRADO ENCONTRADAS EM TERRENOS SERPENTÍNICOS

Marlei de Fátima Pereira, Fabrízio D'Ayala Valva, Alexandre Siqueira Guedes Coelho, Ananda Virginia Aguiar, Maria Imaculada Zucchi

Resumo


O objetivo dessa pesquisa foi avaliar os efeitos da adaptação a terrenos serpentínicos sobre a estrutura genética de populações de plantas da região dos Cerrados do Brasil Central, bem como estabelecer um protocolo para extração de DNA das espécies estudadas. Quatro populações de cada uma de duas espécies, Hymenaea stignocarpa Mart.(jatobá) e Bowdichia virgiloides Kunth. (sucupira-preta), foram estudadas, duas em terrenos serpentínicos e duas em solos livres de metais pesados. Foram usados dados de marcadores moleculares RAPD para avaliar o nível de variabilidade e de divergência genética entre populações da mesma espécie. A estrutura genética de cada espécie foi estudada usando o procedimento AMOVA, pela estimação dos componentes de variância genética associados a regiões (serpentínico vs não serpentínico). Os resultados foram estatisticamente não significativos, embora algum nível de divergência entre regiões tenha sido sugerido pelo dendrograma UPGMA baseado no índice de similaridade de Jaccard. A estimativa da divergência genética entre populações dentro de grupos () foi significativa para sucupira-preta (0,1189) e jatobá (0,0692). Estes resultados sugerem que, apesar da forte pressão de seleção derivada da presença de elementos tóxicos nos solos serpentínicos, isso não foi suficiente para promover o isolamento reprodutivo necessário para permitir a divergência genética entre populações localizadas nos diferentes tipos de solos.

PALAVRAS-CHAVE: Solos serpentínicos; deriva genética; RAPD.


Palavras-chave


Solos serpentínicos; deriva genética; RAPD

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